CSN (CSNA3): ação desaba 6,8% após prévia do 2T elevar temor sobre geração de caixa

A dívida líquida aumentou R$ 3,5 bilhões no trimestre, contra uma estimativa do banco de alta de R$ 1,2 bilhão

Felipe Moreira

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A CSN (CSNA3) apresentou uma prévia operacional do segundo trimestre de 2026 que veio ligeiramente acima das expectativas para o resultado operacional, mas acendeu um alerta entre os analistas por conta da deterioração do caixa. Com isso, as ações da siderúrgica tiveram queda de 6,82%, a R$ 4,51, na sessão desta segunda-feira (3).

Segundo o Goldman Sachs, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) implícito da companhia ficou 3% acima do consenso de mercado, mas a geração de caixa foi pior que o esperado. A dívida líquida aumentou R$ 3,5 bilhões no trimestre, contra uma estimativa do banco de alta de R$ 1,2 bilhão.

A equipe do Goldman destacou que a CSN segue enfrentando uma combinação desafiadora de endividamento elevado, necessidade de investimentos e resultados operacionais pressionados. Com os preços atuais das commodities, o Goldman estima que a companhia poderá consumir R$ 9,3 bilhões em caixa nos próximos 12 meses.

Para os analistas, a estratégia anunciada pela empresa de venda de ativos, com objetivo de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, pode não ser suficiente para resolver as necessidades financeiras da companhia.

Troca de dívida aumenta custo financeiro

A prévia foi divulgada junto com uma operação de gestão de passivos. A subsidiária CSN Inova aprovou uma oferta para trocar US$ 1,3 bilhão em títulos de dívida com vencimento em 2028 por novos papéis com prazo até 2030.

Embora a operação ajude a alongar o prazo dos vencimentos, o Goldman avalia que ela eleva a pressão financeira da companhia.

O banco mantém recomendação de venda para as ações da CSN, com preço-alvo de R$ 4,30 por ação em 12 meses.