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O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (31) que está confiante de que conseguirá demonstrar sua inocência nas investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), mas evitou responder a perguntas sobre o conteúdo da apuração. Segundo ele, a orientação de sua defesa é não comentar o caso enquanto o inquérito estiver em andamento.
“O inquérito, a investigação serve até para afastar a culpa. Então, eu tenho certeza que eu vou provar a minha inocência”, disse, em entrevista à Rádio Baiana FM.
Wagner afirmou que prefere preservar sua estratégia de defesa e, por isso, não fará comentários sobre os fatos investigados. “Por orientação dele, para eu não sair daqui e tomar bronca do meu advogado, ele pede para eu não falar”, declarou, referindo-se ao advogado que o representa.
Apesar da investigação, o senador disse que permanece tranquilo e continuará concentrado na disputa eleitoral. Segundo ele, cabe agora aos órgãos responsáveis conduzirem o processo até uma eventual decisão da Justiça.
“A Polícia Federal faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, o Ministério Público avalie, depois o magistrado vai julgar. Eu quero lhe dizer que eu estou muito tranquilo”, afirmou.

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O petista também disse que tem recebido apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde que a operação foi deflagrada. Ao comentar o caso, mencionou ainda trecho do voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável por autorizar medidas da investigação.
As declarações foram dadas um dia após a divulgação dos documentos que embasaram a Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de pagamento de propina do Banco Master ao senador.
Segundo a PF, a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões destinado a Wagner teria seguido o mesmo modelo identificado na aquisição de imóveis atribuídos ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Os investigadores também afirmam ter identificado registros de um encontro entre o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Jaques Wagner no Senado.
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A defesa do senador nega as suspeitas e sustenta que ele demonstrará a inexistência de irregularidades ao longo da investigação.