Petróleo despenca após pausa dos EUA em ataques ao Irã

Brent cai mais de 7% na abertura da semana com alívio de tensões no Oriente Médio, mas conflito já dura cinco meses e mercado segue volátil

Bloomberg

Petróleo mais caro divide a Bolsa entre petroleiras beneficiadas e setores pressionados por combustíveis, dólar e juros. Imagem gerada com uso de IA (Rodrigo Petry/InfoMoney)
Petróleo mais caro divide a Bolsa entre petroleiras beneficiadas e setores pressionados por combustíveis, dólar e juros. Imagem gerada com uso de IA (Rodrigo Petry/InfoMoney)

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O petróleo desabou na abertura da semana depois que os EUA interromperam os ataques contra o Irã no fim de semana, aliviando os temores de desabastecimento de energia no Oriente Médio — mesmo com os houthis reivindicando ataques a alvos na Arábia Saudita.

O Brent, referência global, caiu mais de 7% nos primeiros minutos, chegando a ficar abaixo de US$ 90 o barril, antes de se estabilizar perto dos US$ 92. O gás natural europeu também despencou.

Depois de bombardear o Irã por 13 dias seguidos, os EUA suspenderam os ataques desde o fim da noite de sexta, o que deixou o mercado na dúvida sobre qual será o próximo passo de Donald Trump. O exército iraniano disse que Teerã também suspendeu suas ações de resposta.

Mesmo assim, os houthis do Iêmen — que são apoiados pelo Irã — afirmaram no sábado que atacaram instalações da Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu, no Mar Vermelho. Até agora, nem o governo saudita nem a Aramco confirmaram a informação.

O Brent ainda acumula alta de mais de 25% neste mês, com o conflito entre EUA e Irã se espalhando para além do Estreito de Ormuz e chegando ao Mar Vermelho. A guerra — que já dura quase cinco meses — tem gerado medo de um choque inflacionário global, com os estoques cada vez mais baixos e os preços dos derivados disparando.

No fim de semana, as autoridades sauditas chegaram a emitir alertas de emergência para duas províncias, mas suspenderam os avisos pouco depois. Yanbu, que fica no extremo oeste do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, se tornou o principal ponto de escoamento de petróleo bruto do país, movimentando milhões de barris por dia desde que o Estreito de Ormuz foi praticamente fechado. Jizan abriga uma refinaria e um terminal de exportação da Aramco.

O Brent já tinha fechado em queda na sexta, em parte porque os indicadores técnicos mostravam que os preços subiram demais e rápido demais depois de cinco sessões seguidas de alta.

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