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WASHINGTON — As agências de inteligência dos EUA acreditam que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, tem muito mais interesse do que seu pai e antecessor em desenvolver uma arma nuclear, segundo funcionários informados sobre as avaliações.
O pai de a, morto no início da guerra em um ataque israelense com apoio da inteligência americana, havia prometido não desenvolver armas nucleares. Embora funcionários americanos há muito afirmassem que o Irã queria ter capacidade de construir uma bomba nuclear, muitos acreditavam que a hesitação do Khamenei mais velho era genuína.

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Seu sucessor jamais pediu publicamente que o Irã construísse uma arma nuclear. Mas as agências de inteligência dos EUA acreditam que Mojtaba Khamenei e o governo de linha mais dura que emergiu após os Estados Unidos e Israel matarem muitos dos líderes anteriores do Irã têm ambições de desenvolver armamentos nucleares avançados.
O governo atual já trabalhou para exercer maior controle sobre o Estreito de Ormuz e se mostrou um parceiro difícil nas negociações. Se a guerra EUA-Israel tiver tornado Teerã mais — e não menos — propensa a buscar uma arma nuclear, isso representaria mais uma grave consequência da morte do líder supremo e dos passos em direção à mudança de regime que o governo Trump inicialmente perseguiu.
Funcionários americanos alertam que a maior parte da inteligência sobre as visões de Mojtaba Khamenei data do período anterior à guerra. Ele ficou gravemente ferido na primeira fase do conflito, e funcionários americanos disseram que ele limitou suas comunicações e aparições públicas tanto por causa dos ferimentos quanto para não se tornar alvo de um ataque aéreo.
Os funcionários avaliam que ele permanece no comando do governo, mas não possui a autoridade absoluta e a influência de seu pai, que governou por mais de 36 anos.
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A avaliação surge em um momento em que o presidente Donald Trump pondera se deve intensificar a campanha militar contra o Irã. A conclusão de que o líder supremo está potencialmente aberto a buscar uma bomba forneceria justificativa adicional para uma escalada.
Embora funcionários americanos insistam que Teerã não tomou nenhuma medida para reiniciar seu programa nuclear, o Irã deu alguns passos para preservar seus ativos nucleares após ataques americanos a instalações-chave no ano passado ou durante pausas nos combates durante a guerra atual.
O Irã transferiu pelo menos algumas centrífugas, segundo funcionários americanos, para um complexo subterrâneo fortemente fortificado no centro do país, que os Estados Unidos chamam de montanha Pickaxe.
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c.2026 The New York Times Company