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“Existe vida além do CDI”, aponta a Guelt, assessoria referência em alocação

Head de alocação do escritório reconhece que o CDI é, hoje, uma oportunidade. Mas há outras que também devem estar no radar do investidor

Wellington Carvalho

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A diversificação é um conceito básico para a construção de uma carteira de investimentos sustentável. Mas um cenário de Selic a 14,25% ao ano — um dos maiores patamares das últimas décadas — pode dificultar a adoção da prática. Isso porque a taxa de juros é referência para o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que define a rentabilidade de aplicações de renda fixa.

“O grande desafio é convencer seu cliente (o investidor) de que existe vida além do CDI com a taxa Selic nesse patamar elevado”, confirma Ana Paula Milanez, sócia da Guelt Investimentos, escritório reconhecido na última edição do B2B XPerience como destaque em curadoria de alocação. “É um desafio convencer o cliente de que ele precisa de uma carteira com participação em várias classes de ativos, não só como proteção, mas também como oportunidade”, complementa.

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Em entrevista ao InfoMoney durante a Expert XP 2026, maior festival de investimentos do mundo, ela reconheceu que o CDI é, hoje, uma oportunidade. Mas há outras que também devem estar no radar do investidor.

“Ano passado, a Selic estava em 15% e a Bolsa brasileira subiu 34%; o dólar estava se desvalorizando, agora voltou a se valorizar”, detalha. “É um mundo que muda a todo momento e, para quem tem uma carteira diversificada, essa é a melhor forma de chegar lá”, sugere Ana Paula.

A head de alocação da Guelt lembra ainda que o Brasil é um país com cultura inflacionária e que o investidor precisa estar atento a esse fator. “Acho que a inflação é uma boa oportunidade”, sinaliza.

“A alocação internacional, hoje muito mais acessível, também é um mar de oportunidades, e tirar parte do dinheiro daqui e mudar de ambiente também é importante”, destaca. “É preciso estar atento também à questão sucessória, ao planejamento financeiro e ao seguro para gestão de risco. Ou seja, olhamos para uma carteira diversificada tanto para proteção quanto para oportunidades, no Brasil e no exterior”, complementa.

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Peso dos ativos na carteira

Ana Paula explica que a proporção ideal de ativos em um portfólio de investimentos depende estritamente do perfil do cliente e de seus objetivos de vida. Ela detalha, porém, uma estrutura básica para cada tipo de investidor diante do cenário atual:

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  1. Perfil conservador
  1. Perfil moderado
  1. Perfil agressivo

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Mais sobre a Guelt

Fundada por profissionais com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro, a Guelt tem hoje R$ 4,5 bilhões sob custódia e conta com uma equipe de 40 colaboradores distribuídos entre os escritórios do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.