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Uma semana depois de aplicar um tarifaço de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, o governo de Donald Trump anunciou ontem que vai sobretaxar o Brasil em 12,5%. A justificativa dessa vez é uma suposta ausência de medidas para evitar a circulação de produtos oriundos de trabalhos forçados no país.
O Brasil, no entanto, não é o único a sofrer com essa taxa, embora passe a ser o país com o maior aumento percentual de tarifas durante segundo mandato de Trump.
No total, 60 países foram alvos desta investigação. A medida passa a valer a partir de hoje.
O governo americano anunciou ontem tarifas de importação entre 10% e 12,5% sobre produtos da maioria de seus principais parceiros comerciais, no maior movimento até agora para reconstruir a barreira tarifária do presidente Donald Trump, abalada por uma decisão da Suprema Corte.

Por que Brasil foi taxado de novo? Entenda tarifa de 12,5% que passa a valer hoje
Governo americano alega que país falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos

Tarifa dos EUA por trabalho forçado atinge 99,4% das importações do país
Brasil e outros 53 países são alvo da taxa de 12,5%
Confira a seguir, a lista completa de tarifas anunciadas em 23 de julho, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Tarifa de 10%
Argentina
Bangladesh
Camboja
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Canadá
Equador
El Salvador
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União Europeia*
Guatemala
Honduras
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Índia
Indonésia
Jordânia
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Malásia
México
Paquistão
Sri Lanka
Taiwan*
Trinidad e Tobago
Reino Unido
Tarifa de 12,5%
Argélia
Angola
Austrália
Bahrein
Brasil
Chile
China
Colômbia
Costa Rica
República Dominicana
Egito
Guiana
Hong Kong
Iraque
Israel
Japão*
Cazaquistão
Kuwait
Líbia
Marrocos
Nova Zelândia
Nicarágua
Nigéria
Noruega
Omã
Peru
Filipinas
Catar
Rússia
Coreia do Sul*
Arábia Saudita
Singapura
África do Sul
Suíça*
Tailândia
Bahamas
Turquia
Emirados Árabes Unidos
Uruguai
Venezuela
Vietnã
* Nos casos de adoção da alíquota líquida da tarifa de nação mais favorecida (NMF) permite que o percentual anunciado desconte a tarifa-padrão que os Estados Unidos normalmente cobram daquele país. Por exemplo: se um produto já pagava 3% de tarifa NMF e a alíquota líquida anunciada fosse de 10%, a sobretaxa adicional seria, em princípio, de 7%, levando a tarifa total a 10%. Para os outros países, a tarifa anunciada se sobrepõe a outras.