Caiado chama Eduardo de ‘Pateta da política brasileira’ após crítica sobre green card

Sem citar Eduardo, o ex-governador de Goiás comparou a postura do personagem da Disney com a atuação de políticos brasileiros nos EUA

Caio César

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) trocaram novas farpas nas redes sociais após o pré-candidato à Presidência da República ter criticado a atuação do ex-deputado nos Estados Unidos após o recebimento de um green card do governo norte-americano.

Sem citar Eduardo, Caiado questionou seus seguidores sobre quem seria o personagem que vive nos Estados Unidos, “é todo atrapalhado e sempre que abre a boca faz alguma besteira”.

Em uma segunda postagem, o ex-governador destacou que a diferença entre o Pateta da Disney e o da política brasileira seria que o segundo “tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos”.

O que levou às provocações

Anteriormente, Caiado havia afirmado que quem precisa de green card “é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio”. Na sequência, o ex-governador alfinetou Eduardo, destacando que seu posicionamento “não é turismo, é sobre autoridade moral para governar”.

Eduardo conquistou o visto permanente dos EUA neste mês. O ex-deputado federal vive nos Estados Unidos desde o início do ano passado, quando viajou ao país em busca de apoio do governo norte-americano contra o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF), que, à época, julgava seu pai, Jair Bolsonaro.

No mês passado, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro, à pena de quatro anos e dois meses de prisão.

Horas após a publicação de Caiado, Eduardo retrucou, afirmando que “green card quem precisa são os fazendeiros condenados no golpe da Disney, que o senhor não fala nada”.

“É o preço que o senhor paga para participar do coquetel do STF e da elite de Brasília? Dando cidadania goiana aos perseguidores o senhor deixa claro a quem atenderia caso chegasse à presidência. E ainda vem falar de “autoridade moral” para governar o Brasil. Faça-me o favor”, concluiu.

Ao mencionar “perseguidores” na publicação, Eduardo anexou imagens de Caiado ao lado dos ministros do STF Gilmar Mendes e Flávio Dino, ambos condecorados com o título de cidadão goiano durante a gestão do ex-governador.

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Por trás do conflito

O atrito entre Ronaldo Caiado e o clã Bolsonaro ocorre no momento em que o ex-governador tenta se colocar diante do eleitor como a melhor opção na direita para derrotar Lula nas urnas em outubro.

O plano do ex-governador contrasta diretamente com a estratégia adotada pela campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tenta pregar uma “direita unida”, com o voto centralizado em sua candidatura e o apoio de outros pré-candidatos para chegar ao segundo turno contra o petista.

A última pesquisa Real Time Big Data, divulgada na terça-feira (22), apresentou dois cenários de empate técnico contra Lula: com Flávio ou Caiado.

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Na primeira simulação, Lula conquista 45% das intenções de voto no segundo turno e empata tecnicamente com Flávio, que tem 42%. O cenário representa um avanço do candidato do Partido Liberal (PL) em relação à pesquisa anterior. Em junho, Flávio registrava 40%, contra 45% do petista, que figurava numericamente à frente e fora da margem de erro.

Lula também aparece numericamente atrás e empata tecnicamente com o ex-governador de Goiás, que tem 44%, contra 43% de Lula.