Governo busca junto a bancos suspensão da dívida de Angra 3

Governo busca junto a bancos suspensão da dívida de Angra 3

Reuters

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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SÃO PAULO, 14 Jul (Reuters) – ⁠O Conselho Nacional de Política ⁠Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira uma resolução que ‌reconhece como interesse público a suspensão de dívidas da implantação da usina nuclear Angra 3, ‌medida que foi solicitada aos bancos BNDES e Caixa pela Eletronuclear, estatal responsável pelo projeto.

A resolução ‘respalda, no âmbito da política energética, o encaminhamento do pedido da Eletronuclear às instituições financeiras, ⁠permitindo ‌que o BNDES e a Caixa Econômica ⁠Federal avaliem a viabilidade da solicitação’, disse o Ministério de Minas e Energia, em comunicado.

A pasta acrescentou ainda que a eventual concessão de qualquer medida dependerá de ​análise técnica e decisões das instituições financeiras.

Após a reunião do CNPE nesta terça-feira, o ministro ​de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que uma extensão das dívidas relacionadas ao empreendimento seria necessária até que o governo federal decida sobre a finalização das obras.

‘Estamos ‌submetendo aos credores, BNDES, Caixa ​e outros, para poder estender o prazo (da dívida) para que, ao tomar a decisão que eu particulamente defendo, de ⁠conclusão de ​Angra 3…’, ​afirmou ele, a jornalistas.

Iniciado há mais de 40 anos, o ⁠projeto da terceira usina ​nuclear brasileira foi paralisado em mais de uma ocasião por falta de recursos, além de ter sofrido ​interrupção por suspeitas de corrupção apontadas na Operação Lava Jato.

O CNPE ainda precisa ​decidir sobre ⁠a finalização das obras, que demandaria mais R$24 bilhões em ⁠investimentos adicionais, segundo estudos do BNDES. Também pesa, nessa deliberação, o elevado custo de abandono do projeto, também estimado na casa de mais de R$20 bilhões.