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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) fez um apelo público por pacificação entre lideranças e militantes da direita, levantou suspeitas sobre o financiamento de ataques contra políticos conservadores e saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua principal aliada.
As declarações foram feitas em discurso no plenário do Senado nesta segunda-feira (13). Damares afirmou ter sido alvo, nas últimas semanas, de “ataques à honra, à moral e à imagem”. “E ataques vindos de pessoas que eu considerava aliadas”, disse.

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Segundo a senadora, a Advocacia do Senado se colocou à sua disposição porque algumas das mensagens poderiam configurar violência política de gênero. A equipe dela, afirmou, já prepara uma peça jurídica sobre o caso. “É dessa forma que a gente se protege.”
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“Queria dizer para esse exército da direita: parem de atacar os seus soldados. Não é dessa forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador. Tem muita gente rejeitando a nossa proposta, porque está dizendo: ‘É isso que é ser conservador? Atacar seu próprio soldado, atacar seu próprio exército?’”, afirmou.
Damares também levantou suspeitas sobre uma possível articulação por trás dos ataques. “E aqui fica a grande pergunta: quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? Será que tem dinheiro envolvido nesses ataques todos?”, questionou.
Na parte final do pronunciamento, a senadora defendeu Michelle Bolsonaro. “Estou aqui, amiga, enquanto eu tiver força, para dizer para o Brasil que você é uma mulher digna, justa, honesta, que não trai, que não mente, que não se corrompe”, disse.
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No mês passado, Michelle divulgou um vídeo com críticas ao enteado em meio a divergências sobre uma aliança eleitoral no Ceará.
A crise desencadeada pela publicação levou à renúncia de Michelle da presidência do PL Mulher e a um afastamento das redes sociais.
Em ato público em Fortaleza, na última sexta-feira (10), houve nova manifestação de fogo amigo. O deputado federal André Fernandes (PL-CE) aproveitou o discurso para alimentar a rixa familiar, sem citar diretamente a ex-primeira-dama. A provocação ocorreu quando ele disse sentir saudades do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
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“Eu fico olhando ali o rosto dele, o nosso eterno presidente. O nosso galego; não é de ninguém individual, não. É o nosso galego”, afirmou. “Galego” é o apelido que Michelle usa para se referir ao marido e que apareceu diversas vezes no vídeo divulgado por ela.
Damares não foi a única a sair em defesa de Michelle. Em entrevista ao Estadão, o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) disse que a ex-primeira-dama se manifestou publicamente “por não aguentar mais a pressão” e que ela vem sendo alvo, há anos, de ataques de influenciadores ligados aos filhos de Bolsonaro.
“Esse movimento dos filhos do Bolsonaro, em especial do Carlos e do Eduardo — talvez menos do Flávio —, de fomentar nas redes sociais, via influenciadores ligados a eles, esses ataques à Michelle, já dura há meses, para não dizer anos, de uma maneira muito baixa. E ela chegou a um momento em que não aguentou”, afirmou Salles.