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Por Anuja Bharat Mistry e Alexander Marrow
9 Jul (Reuters) – A PepsiCo superou as estimativas de receita do segundo trimestre nesta quinta-feira, com a demanda por refrigerantes prebióticos, bebidas sem açúcar e lanches ricos em proteínas ajudando a compensar as vendas mais fracas de alimentos na América do Norte, em meio à crescente pressão dos preços sobre consumidores com dificuldades financeiras.
As empresas do setor de alimentos e bebidas estão enfrentando preços do petróleo persistentemente altos devido à guerra no Irã, o que aumentou seus custos de embalagem e logística, ao mesmo tempo em que precisam adaptar seus produtos aos consumidores preocupados com a saúde e em busca de melhor custo-benefício.
A PepsiCo espera uma inflação mais alta dos custos dos insumos no segundo semestre do ano, mas o diretor financeiro Steve Schmitt afirmou que os pedidos de reembolso das tarifas pagas no ano passado e as economias decorrentes da produtividade devem ajudar a amenizar o impacto.
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A PepsiCo havia reduzido os preços de marcas como Lay’s e Doritos em até 15% na América do Norte para atrair de volta os consumidores preocupados com o orçamento, que estão cada vez mais optando por alternativas mais baratas e embalagens menores em meio a preocupações persistentes com a inflação.
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“Os resultados foram moderados no trimestre, à medida que o desempenho da categoria de alimentos e bebidas nos EUA se moderou com o aperto nos orçamentos dos consumidores devido às crescentes pressões inflacionárias”, disse o presidente-executivo Ramon Laguarta em declarações preparadas.
A PepsiCo está renovando suas marcas e lançando produtos sem corantes ou aromatizantes artificiais, como o Gatorade Lower Sugar, bem como opções ricas em proteínas, como o Propel e os Quaker Protein Rice Crisps, visando atender à crescente preferência por dietas saudáveis.
As vendas de alimentos na América do Norte caíram 2%, principalmente devido a preços líquidos efetivos mais baixos, disse Schmitt.
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A empresa manteve suas previsões anuais inalteradas, esperando um crescimento orgânico da receita no ano fiscal de 2026 na faixa de 2% a 4% e um aumento no lucro por ação do negócio principal, em moeda constante, entre 4% e 6%.
“O desafio da Pepsi não é criar marcas icônicas, e sim mantê-las relevantes”, disse a analista da eMarketer Suzy Davidkhanian.
“Os consumidores ainda estão gastando, mas estão se tornando mais seletivos em relação a onde gastam e esperam que as marcas que já conhecem evoluam com eles, oferecendo mais opções”, acrescentou.
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A receita trimestral cresceu 6,4%, para US$24,18 bilhões, em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as estimativas dos analistas, que apontavam para um aumento de 5,4%, para US$23,95 bilhões, de acordo com dados compilados pela LSEG.
A PepsiCo registrou lucro básico por ação no trimestre de US$2,20, em comparação com US$2,12 no ano anterior.
(Reportagem de Anuja Bharat Mistry, em Bengaluru, e Alexander Marrow, em Londres)
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