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O azarão britânico Arthur Fery é a última esperança do Reino Unido em Wimbledon. Ele também é filho de um gestor de hedge fund apaixonado por futebol e de uma ex-tenista profissional.
Fery avançou para as semifinais após vencer o italiano Flavio Cobolli, nono cabeça de chave, na quadra central na quarta-feira, em sets diretos. Seu pai, Loic Fery, que acompanhou o jogo nas arquibancadas, é o fundador da Chenavari Investment Managers, um dos principais especialistas em crédito da Europa. Sua mãe, Olivia Fery, também foi tenista profissional.
Por 14 anos, Loic Fery foi dono do clube de futebol francês FC Lorient. Em janeiro de 2026, ele vendeu sua participação ao grupo Black Knight Football Club, do bilionário Bill Foley, e segue como presidente do clube. Em publicação no Instagram antes da partida, o pai escreveu: “Obrigado também pelo incrível apoio de todos.”
Ex-diretor global de mercados de crédito na unidade Calyon do Crédit Agricole, Loic Fery cofundou a Chenavari durante a crise financeira de 2008. Especializada em renda fixa alternativa nos mercados de crédito europeus, com escritórios em Londres, Paris e Abu Dhabi, a gestora administra cerca de US$ 5,8 bilhões em ativos, segundo seu site. O fundo teve desempenho sólido durante a pandemia de Covid, com um de seus veículos registrando ganho estimado de 73,5% em março de 2020, quando os spreads de crédito se alargaram.
Tendo crescido a apenas cinco minutos das históricas quadras de Wimbledon, Fery entrou no torneio com o ranking 114 do mundo. Após concluir os estudos em uma escola em Wimbledon, optou por cursar a Universidade de Stanford, na Califórnia, onde chegou ao primeiro lugar no ranking universitário de simples dos Estados Unidos.
Com 1,75 m de altura, o tenista de 23 anos é conhecido por ser excepcionalmente atlético e veloz, apesar da estatura mais baixa. Agora, ele tentará garantir uma vaga na final de um dos torneios de tênis mais prestigiosos do mundo. O último britânico a chegar a essa fase foi Andy Murray, em 2016.
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“Tenho uma grande afinidade com isso, e é uma história bonita”, disse Adam Kelly, presidente da IMG, em entrevista — ele também cresceu em Wimbledon e estudou na mesma escola que Fery. “É o que você ama ver no esporte: o azarão, o desconhecido.”
Na quarta-feira, a atmosfera na quadra central foi muito mais animada do que a de uma partida comum, que normalmente tem apenas a interrupção ocasional do estalo de uma rolha de champanhe. A torcida gritava “Arthur! Arthur!” à medida que Fery ampliava a vantagem, com o juiz de cadeira emitindo um aviso severo pedindo silêncio.
Fery se motivou ao longo de toda a partida, cerrou o punho e gritou “Vamos!” a cada ponto conquistado. Ele ainda incentivou os fãs a torcerem mais alto conforme se aproximava da vitória. A rainha Camilla estava presente na primeira fila do camarote real e demonstrou apoio ao compatriota.
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Após vencer o terceiro set por 6 a 0, Fery desabou incredulo. Ele é apenas o segundo wildcard a chegar a uma semifinal de Wimbledon. A torcida explodiu em pé, com uma energia mais parecida com a de uma partida de futebol do que de tênis.
Quando perguntado na entrevista pós-jogo sobre como se prepararia para o duelo contra o alemão Alexander Zverev, ele disse que não sabia.
“Nunca estive nessa posição antes”, disse Fery.
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