Consulado do Brasil em Nova York é fechado após risco de desabamento em Manhattan

Prédio foi evacuado depois de queda de colunas e tijolos em antiga sede da Pfizer

Estadão Conteúdo

Um arranha-céu em obras, que, segundo o Corpo de Bombeiros de Nova York, continua sob risco de desabamento depois que duas colunas de sustentação cederam, aparece em imagem extraída de vídeo em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, em 7 de julho de 2026. FDNY/Divulgação via Reuters
Um arranha-céu em obras, que, segundo o Corpo de Bombeiros de Nova York, continua sob risco de desabamento depois que duas colunas de sustentação cederam, aparece em imagem extraída de vídeo em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, em 7 de julho de 2026. FDNY/Divulgação via Reuters

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O Consulado-Geral do Brasil em Nova York foi fechado temporariamente nesta terça-feira (7). O prédio está entre os edifícios evacuados em Manhattan após a queda de colunas e tijolos de um arranha-céu em obras durante a manhã.

“Informamos que o prédio do Consulado encontra-se temporariamente fechado em razão da evacuação determinada pelas autoridades da cidade, em decorrência de risco de desabamento de um edifício na 42nd Street. Informações sobre a reabertura do prédio e a retomada dos atendimentos serão divulgadas tão logo seja possível”, informou o consulado.

O arranha-céu em questão, um prédio comercial da década de 1970 que vinha sendo convertido em apartamentos de luxo, é a antiga sede global da farmacêutica Pfizer. O edifício fica em uma das principais vias de Manhattan.

A rua abriga alguns dos prédios mais icônicos de Nova York, entre eles o Edifício Chrysler, marco da art déco e por décadas uma das imagens-símbolo da paisagem da cidade. Com 77 andares e 319 metros de altura, revestido de aço inoxidável, o Chrysler foi, por 11 meses, o prédio mais alto do mundo após sua conclusão, em 1930. Mais tarde, perdeu o posto para o Empire State Building, que tem 381 metros até o topo e 443 metros considerando a antena.

Outros edifícios emblemáticos da região incluem a Grand Central Terminal e a sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Rua foi interditada por risco de desabamento

O Corpo de Bombeiros de Nova York informou ter recebido relatos sobre a queda de tijolos por volta das 8h na antiga sede da Pfizer, uma torre de 37 andares. As autoridades constataram que duas colunas haviam cedido no 21º e no 22º andar, e que os pisos apresentavam afundamento entre o 21º e o 26º.

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O chefe do Corpo de Bombeiros, John Esposito, afirmou que o prédio continuava se movendo enquanto as equipes de emergência atuavam no local. As ruas próximas foram fechadas para pedestres e veículos. “Ainda não está estável”, disse Esposito. “Continua sendo uma situação muito grave e perigosa.”

Uma escola próxima, com cerca de 400 crianças, estava entre os edifícios evacuados, informou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Não houve registro de feridos, e todos os trabalhadores que estavam dentro da torre foram localizados e retirados, acrescentou o prefeito durante entrevista coletiva no local.

Mamdani afirmou ainda que engenheiros trabalham em formas de escorar os andares danificados e utilizam drones para monitorar o edifício, evitando a entrada de pessoas na estrutura.

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