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As ações da Rivian registraram a maior queda em mais de um ano depois que a fabricante de veículos elétricos anunciou que venderá 75 milhões de ações para financiar aportes de capital ligados a um empréstimo do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
O Goldman Sachs lidera a oferta de ações, segundo documento apresentado na segunda-feira (6) à SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA. Considerando o preço de fechamento de US$ 20,14 por ação, a operação deve levantar cerca de US$ 1,5 bilhão.
A Rivian pretende usar os recursos para diferentes finalidades, entre elas fazer contribuições previstas no acordo de empréstimo renegociado com o Departamento de Energia, mostra o documento. A montadora tem hoje um empréstimo de US$ 4,5 bilhões após renegociar os termos com o órgão e espera começar a sacar os recursos no início de 2027.
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As ações da Rivian caíam mais de 14% após a abertura dos mercados nesta terça-feira, em Nova York — a maior queda intradiária desde novembro de 2024. Até o fechamento de segunda-feira, os papéis acumulavam alta de 2,2% em 2026, o que dava à empresa um valor de mercado de cerca de US$ 25,4 bilhões.
Com a oferta, a Rivian aproveita a forte valorização recente do papel, impulsionada em parte por resultados sólidos de entregas trimestrais e pelo interesse em sua nova linha de SUVs mais acessíveis, a R2, vista amplamente como peça-chave para a rentabilidade da companhia. Na semana passada, a empresa elevou sua projeção para o ano e afirmou que agora espera entregar entre 65 mil e 70 mil veículos em 2026, acima das expectativas de Wall Street.
A Rivian entregou 12.194 veículos no segundo trimestre, acima dos cerca de 10.600 esperados por Wall Street, após vários trimestres de vendas irregulares. A produção também superou as previsões, com 12.613 veículos fabricados.
No documento apresentado na segunda-feira, a empresa afirmou ainda que espera registrar receita entre US$ 1,55 bilhão e US$ 1,65 bilhão no segundo trimestre, acima da média de US$ 1,44 bilhão projetada por analistas.
Os resultados ajudam a montadora a deixar para trás um período mais difícil, marcado por aumento de custos, problemas na cadeia de suprimentos e demanda fraca por veículos elétricos. A Rivian vem tentando controlar despesas com medidas como demissões.
Nos últimos anos, a empresa também destravou fontes de financiamento com parceiros estratégicos. A Volkswagen, hoje a maior acionista da Rivian, deve investir até US$ 5,8 bilhões na fabricante ao longo de vários anos e já aportou cerca de US$ 3 bilhões como parte de uma joint venture entre as duas companhias. Em março, a Uber anunciou que pretende investir até US$ 1,25 bilhão até 2031, dentro de uma parceria para colocar robotáxis em operação.
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Segundo os termos da oferta vistos pela Bloomberg News, a operação deve ter seu preço definido após o fechamento do mercado em Nova York nesta terça-feira (7).
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