Small caps merecem colher de chá após queda forte? Veja as 5 mais recomendadas

Índice SMLL desabou 4,58% no primeiro semestre, 11 pontos-percentuais atrás do Ibovespa; veja as oportunidades ainda enxergadas por analistas

Equipe InfoMoney

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Divulgação/Marcopolo)
(Foto: Divulgação/Marcopolo)

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O índice de small caps (SMLL) tem um ano desafiador até aqui, após aprofundar a queda no primeiro semestre para 4,58%, ante alta de 6,76% do Ibovespa. Ainda assim, analistas seguem enxergando nas empresas de menor capitalização a maior assimetria de preço da bolsa brasileira e reforçam suas apostas no segmento.

O principal motivo segue sendo os múltiplos historicamente comprimidos. A Genial calcula que o segmento opera a 8,7 vezes o lucro projetado, cerca de 33% abaixo da média histórica, o maior desconto entre os recortes de tamanho da bolsa. O pano de fundo segue desafiador, com o real pressionado, saída de capital estrangeiro e uma curva de juros que voltou a abrir nos vértices mais longos, fatores que ajudam a explicar por que o desconto ainda não virou fluxo comprador.

As carteiras recomendadas acompanhadas pelo InfoMoney apontam a Orizon (ORVR3) novamente no topo das recomendações, mas dessa vez acompanhada pela Marcopolo (POMO4), que ganha espaço nas seleções impulsionada pelos volumes contratados no programa Caminho da Escola.

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NomeNº de recomendaçõesRetorno no ano (%)
Marcopolo (POMO4)5+1,63%
Orizon (ORVR3)5+13,14%
3tentos (TTEN3)4-7,46%
C&A (CEAB3)4-15,75%
Cury (CURY3)4+12,09%
SMLL-4,58%
IBOV+6,76%
Fontes: BTG Pactual, Terra Investimentos, Ágora Investimentos, BB Investimentos, Santander, Ativa Investimentos, XP Investimentos, Itaú BBA, Genial Investimentos e Economatica.

Marcopolo (POMO4)

A fabricante de ônibus é a grande novidade do mês e lidera as indicações ao lado da Orizon, presente nas carteiras de BTG, Ágora, BB, Santander e XP. O principal motor da tese é o programa Caminho da Escola, no qual a companhia e sua parceira asseguraram participação bem acima da histórica, com pedidos que podem chegar a 7,2 mil unidades e sustentar volumes robustos no segundo semestre de 2026 e em 2027. Somam-se a isso os pedidos do Ministério da Saúde e a expectativa de que juros mais baixos estimulem a renovação de frotas. As casas destacam ainda o valuation atrativo, ao redor de 6 vezes o lucro projetado, a posição de caixa líquida e um dividend yield estimado próximo de 9% para o ano, mesmo após um primeiro trimestre mais fraco.

Orizon (ORVR3)

A empresa de gestão de resíduos empata na liderança, com indicações de BTG, Santander, Ativa, XP e Itaú BBA. A conclusão da aquisição da Vital cria a maior plataforma de valorização de resíduos da América Latina e abre uma nova avenida de crescimento em contratos integrados de gestão. As casas avaliam que o mercado ainda não precificou integralmente o valor da transação e destacam o crescimento orgânico puxado pelo avanço do biometano e pela venda recorrente de créditos de carbono. O Santander projeta crescimento anual composto de EBITDA superior a 50% entre 2025 e 2028 e vê a ação negociando a uma taxa interna de retorno real de 10,3%, patamar ainda considerado atrativo.

3tentos (TTEN3)

A 3tentos aparece nas carteiras de BTG, Santander, XP e Itaú BBA. O grupo agrícola verticalizado, que combina venda de insumos, originação de grãos e industrialização, recuperou a confiança do mercado após um primeiro trimestre bem acima do esperado, com EBITDA quase dobrando na comparação anual. As casas destacam a retomada das margens de insumos, os ganhos de participação de mercado e a aceleração da planta de etanol de milho, que abrem espaço para revisões positivas de estimativas. O BTG ressalta que a ação negocia abaixo de 8 vezes o lucro estimado para 2026, com crescimento anual composto superior a 15% e retorno sobre o capital acima de 20%, combinação vista como atrativa.

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C&A (CEAB3)

A varejista de moda reúne indicações de Terra, Santander, XP e Itaú BBA. A tese se apoia na execução consistente da companhia, que vem superando os pares por meio do reposicionamento em moda acessível, do avanço do canal digital e do desenvolvimento do C&A Pay. O Santander destaca um primeiro trimestre acima do esperado, com vendas nas mesmas lojas de vestuário em alta e ganho de margem, e vê a ação negociando a 5,5 vezes o lucro projetado para 2026, patamar considerado um ponto de entrada atrativo. A baixa alavancagem e o espaço para abertura de novas lojas sustentam a visão construtiva para os próximos trimestres.

Cury (CURY3)

A incorporadora de baixa renda soma recomendações de Terra, Ágora, BB e XP. Referência no programa Minha Casa, Minha Vida, a Cury vem entregando crescimento consistente de lançamentos e vendas, com lucro recorde no primeiro trimestre e uma das maiores velocidades de vendas entre as listadas. As casas apontam a combinação de valuation descontado, forte geração de caixa e dividend yield atrativo, que funciona como proteção em cenários mais adversos. A elevação das faixas de renda do Minha Casa, Minha Vida, em vigor desde abril, amplia o mercado endereçável e reforça a previsibilidade dos resultados.

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