Lindbergh critica Flávio e Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA: traidores da pátria

Flávio participa nesta terça-feira (7) de audiência no país norte-americano para discutir as possíveis tarifas impostas ao Brasil

Caio César

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) discursa da tribuna do plenário da Câmara (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) discursa da tribuna do plenário da Câmara (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a atuação do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diante da atuação do parlamentar em torno das possíveis tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Em vídeo publicado na rede social X, o deputado afirmou que Flávio e o irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que segue foragido nos Estados Unidos, seriam “traidores da pátria” que construíram um tarifaço contra o país.

“Flávio Bolsonaro é traidor da pátria e não alguém que está nos EUA para proteger o Brasil. A Família Bolsonaro construiu o tarifaço contra o nosso país. Não adianta agora querer apagar ou reescrever a história”, frisou. “Eduardo Bolsonaro e Flávio agiram contra o nosso país para tentar livrar o Jair Bolsonaro da cadeia. Eles pagarão caro por isso. A resposta do povo brasileiro será nas urnas em outubro!”, concluiu.

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Flávio está nos Estados Unidos nesta terça-feira (7) para participar de uma audiência pública em Washington, que discute a possibilidade de aplicação de tarifas adicionais de 25% impostas pelo governo do presidente Donald Trump ao Brasil. No evento, o senador tentará pedir a suspensão das taxas, ao menos temporariamente, para buscar uma solução em conjunto com o governo norte-americano.

A audiência pública será promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A manifestação que servirá de base para a fala de Flávio foi enviada previamente ao USTR na quinta-feira (2).

No documento, Flávio afirma que “as tarifas propostas recompensariam exatamente os infratores que pretendem punir”. Para sustentar o argumento, a equipe de Flávio reuniu reportagens mostrando que a tarifa passou a ser explorada politicamente pelo governo e por veículos de imprensa.

Segundo o senador, a medida foi convertida em uma acusação de traição contra a oposição. Outro ponto da manifestação é a afirmação de que o governo brasileiro preferiu priorizar o confronto político em vez de buscar uma solução negociada, o que trouxe mais holofote para a situação.

O texto também é estruturado em torno da defesa do Pix, um dos temas incluídos na investigação comercial que resultou no documento utilizado pelos Estados Unidos para justificar a imposição de tarifas. O argumento é de que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos é uma infraestrutura pública administrada pelo Banco Central e não uma empresa que concorra com plataformas americanas.