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O deputado federal e líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou ser alvo de uma perseguição imposta pela Polícia Federal no âmbito dos desdobramentos da Operação Rent a Car, que investiga desvios de cotas parlamentares.
Em entrevista à GloboNews, Sóstenes negou qualquer irregularidade no contrato de compra e venda de um imóvel, que foi pago em dinheiro em espécie, e no aluguel de veículos com a cota parlamentar, transação alvo da investigação inicial.
“Há um ano e meio, fui anunciado líder do PL. Desde então, passei a ser alvo de perseguição do STF. Abriram uma investigação de um carro alugado, que eu uso desde o meu primeiro mandato. […] Seis meses atrás, fizeram uma busca e apreensão contra mim. Eu tinha vendido um imóvel meu, declarado em meu Importo de Renda, para uma pessoa que comprou e pagou em espécie, a pessoa tem lastro para compra em espécie, eu recebi o dinheiro”, afirmou o deputado.
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“Eu recebi dinheiro lícito, de uma venda de um imóvel declarado e que também declarei. É tudo transparente”, concluiu.
Na quarta-feira (1º), a Polícia Federal realizou uma nova fase da operação para apurar se aliados de Sóstenes teriam forjado a escritura de um imóvel para tentar justificar a origem dos R$ 468 mil em cédulas apreendidos em um endereço ligado ao deputado e que teriam se originado da venda do imóvel.
Em nota, a Polícia Federal afirmou que as diligências desta semana buscam aprofundar as apurações sobre um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.
A suspeita de que o documento teria sido forjado ocorre porque o imóvel só foi transferido para o nome do suposto comprador um mês após a apreensão do montante no endereço ligado a Sóstenes.
Outro ponto levantado pelos agentes é que não foi encontrado nenhum indício de movimentação bancária compatível com o valor do pagamento declarado no documento.
Embora a operação tenha origem na investigação envolvendo o líder do PL, os mandados de quarta-feira não tiveram Sóstenes Cavalcante como alvo direto.
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Operação Rent a Car
Os investigadores à frente da Operação Rent a Car apuram um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar da Câmara dos Deputados por meio de uma locadora de veículos que teria emitido notas fiscais falsas.
A operação foi realizada em dezembro do ano passado após a análise de mensagens de celulares, depoimentos e quebras de sigilo ligadas a assessores parlamentares.
De acordo com os agentes, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para desviar recursos públicos e ocultar a origem do dinheiro.
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A fase atual da operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, não mira diretamente os deputados. O objetivo é aprofundar as investigações sobre as pessoas ligadas a Sóstenes e esclarecer a movimentação dos recursos investigados, além de confirmar se o documento apresentado para justificar a origem do dinheiro em espécie é, de fato, verídico.
