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A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (2), indica que o principal desafio da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) continua sendo a rejeição. O senador registrou uma nova alta no índice de eleitores que afirmam não votar nele, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu sua rejeição em relação ao levantamento anterior, ampliando a distância entre os dois nesse indicador.
Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados afirmam ter uma imagem negativa ou rejeitar Flávio Bolsonaro, ante 52% registrados em maio. Lula seguiu o movimento inverso, a rejeição caiu de 50,6% para 48,6%.
A diferença aparece também quando os eleitores são questionados sobre qual resultado eleitoral lhes causa mais preocupação. Para 48,4% dos entrevistados, a eleição de Flávio Bolsonaro é o cenário que mais preocupa. Um mês antes, esse percentual era de 47,4%.
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Já o temor em relação a um quarto mandato de Lula também cresceu, passando de 40,5% para 42,4%. Apesar da alta, o índice permanece abaixo da preocupação registrada em relação ao senador.

O levantamento também evidencia uma mudança de tendência em comparação com abril. Naquele momento, 47,3% afirmavam temer a reeleição de Lula, enquanto 45,4% demonstravam maior preocupação com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro. Dois meses depois, os dois indicadores se inverteram.
Crises atingem oposição e governo
Os números foram coletados após uma sequência de episódios que atingiram os dois principais polos da disputa presidencial.
No caso de Flávio Bolsonaro, a pesquisa foi realizada depois da divulgação de que o senador solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O episódio provocou desgaste político e abriu uma crise dentro do PL.
Na semana seguinte, o cenário foi agravado pela exposição pública do desentendimento entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Michelle afirmou ter sido desrespeitada pelo enteado durante discussões sobre a formação das alianças estaduais do partido. O senador respondeu com um pedido público de desculpas e passou a intensificar agendas voltadas ao eleitorado feminino.
A AtlasIntel incluiu perguntas específicas sobre os efeitos eleitorais dessa crise, mas os resultados desse bloco serão divulgados pelo instituto nesta quinta-feira (3).
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Enquanto isso, Lula atravessou praticamente o mesmo período enfrentando a repercussão da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve como um dos alvos o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), investigado por suspeitas envolvendo o Banco Master. Wagner nega irregularidades.
Apesar da repercussão, o episódio não se refletiu em aumento da rejeição ao presidente.
Reflexo na corrida presidencial
A evolução dos índices acompanha a mudança observada nas intenções de voto. No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 36,6%. Em maio, o presidente tinha 47,2%, enquanto o senador alcançava 40%.
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No segundo turno, Lula também ampliou a vantagem. O presidente soma 48,8% das intenções de voto, contra 42,3% de Flávio. Na pesquisa anterior, ambos apareciam empatados numericamente, com 48%.
A combinação entre maior rejeição e queda nas intenções de voto reforça um dos principais desafios da campanha do PL para os próximos meses: recuperar apoio entre segmentos que tradicionalmente formam a base do bolsonarismo, especialmente mulheres e evangélicos, onde pesquisas divulgadas nesta semana também apontaram perda de espaço para Lula.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.
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