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O governo federal anunciou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra do biênio 2026/2027 para empresários e agricultores, com novos valores de crédito e taxas de juros que passam a valer a partir de 1º de julho.
Com a destinação de R$ 525,1 bilhões para financiamento de médios e grandes produtores, um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior, o valor anunciado é considerado recorde e equivale a um aumento de 1,7% em relação ao ofertado na safra passada.
Desse montante, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos, como aquisição de máquinas, ampliação da capacidade de armazenagem e modernização das propriedades rurais.
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Apesar do valor recorde, o montante não atendeu à recomendação dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, que indicaram o valor de R$ 652 bilhões para este ciclo.
Já o plano para a agricultura familiar terá previsão de R$ 83 bilhões, totalizando R$ 608 bilhões em investimentos. As medidas para os pequenos produtores ainda serão anunciadas em detalhes em eventos às 17h desta terça-feira.
O novo plano enfrentou dificuldades para chegar ao valor ofertado, principalmente pela alta taxa de juros imposta pela Selic e pela disponibilidade limitada de recursos. Para compensar, o governo elevou a participação do Tesouro na subvenção aos juros na agricultura empresarial, totalizando R$ 5,56 bilhões.

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Redução de juros
Um dos principais avanços do plano anunciado é a redução das taxas máximas de juros em linhas de crédito para a agricultura empresarial mesmo em um cenário de juros elevados para a economia.
Durante o evento, o ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou que as principais linhas passaram de patamares próximos de 14% para cerca de 12% ao ano, enquanto outras foram reduzidas de 10% para 9%.
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) receberá R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de 9% ao ano.
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As taxas de juros também foram reajustadas para outros programas:
- RenovAgro e PCA – 9,5%;
- PCA até 12.000 ton – 8%;
- Custeio Empresarial – 12,5%
- Moderfrota – 12,5%
- Inovagro – 11,5%
- RenovAgro Ambiental – 8,5%
- Proirriga e Investimento empresarial – 11,5%
- Moderfrota Pronamp – 11,5%
Além disso, o governo também anunciou incentivo de até 1 ponto percentual de redução nas operação de custeio para produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem práticas sustentáveis.
O desconto será dividido em 0,5 ponto percentual para produtores com o CAR em situação regular e outro 0,5 para aqueles que adotarem as práticas agropecuárias sustentáveis.
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