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O segundo escalão de servidores do Banco Central (BC) escreveu uma carta aberta a senadores reafirmando o compromisso com a instituição e manifestando apoio integral à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que institui a autonomia orçamentária, financeira, administrativa e operacional do BC.
“O Pix, patrimônio público do Estado brasileiro e referência mundial, precisa ser preservado e fortalecido. Para que continue a evoluir e servir à sociedade, é essencial garantir-lhe recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene”, enfatizaram.
O documento é assinado pelos secretário-executivo, chefes de departamento e de chefes de gabinete da diretoria e da presidência da autarquia. Dessa elite do BC, apenas o corregedor e os dois chefes da Procuradoria não assinaram o documento por conta das atividades desempenhadas na instituição. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e a diretoria da autoridade monetária também defendem a PEC 65.

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve apreciar o texto nesta quarta-feira, 10, após um período de vaivéns. O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM) já fez a leitura do documento final e houve pedido de vistas.
Os servidores do BC alegam que avanços da inclusão financeira, com milhões de brasileiros incorporados ao sistema financeiro e o aumento expressivo de instituições supervisionadas, exigem uma supervisão mais ampla e rigorosa. “A redução de pessoal nos últimos anos, entretanto, ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do País”, escreveram.
Para os funcionários do BC, o texto apresentado pelo relator traz as condições necessárias para enfrentar esses desafios. “Ele fortalece a autonomia institucional do Banco Central, assegurando que nossa atuação permaneça técnica e voltada ao interesse público. Com contribuições de diversos setores da sociedade, este debate amadureceu e a proposta evoluiu. Entendemos que é chegado o momento de avançar. Por isso, manifestamos nosso apoio integral à proposta do relator e defendemos sua votação imediata. Confiamos que o Senado da República reconhecerá a importância desta decisão para o futuro do sistema financeiro nacional e para o Brasil”, traz o texto ao final.
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Assinam o documento
- Adalberto Felinto da Cruz Júnior
- Alexandre de Carvalho
- Andre de Oliveira Amante
- Andre Mauricio Trindade da Rocha
- André Pinheiro Machado Mueller
- Ângelo José MontAlverne Duarte
- Antonio José Medina Lima Junior
- Aristides Andrade Cavalcante Neto
- Bruno Peres de Aguiar
- Caio Moreira Fernandes
- Carlos Eduardo Rodrigues da Cunha Gomes
- Carolina Pancotto Bohrer
- Cláudio Filgueiras Pacheco Moreira
- Climério Leite Pereira
- Daniel Cardim Heller
- Dênis Muniz da Silva Carvalho
- Diogo Souza Carmo Nogueira
- Eduardo José Araújo Lima
- Eduardo Russolo Ferreira
- Enrico Bezerra Ximenes de Vasconcelos
- Euler Pereira Gonçalves de Mello
- Fábio Martins Trajano de Arruda
- Fernando Alberto G Sampaio C Rocha
- Flávia Dantas Bercott
- Gustavo Isaac Martins
- Gustavo Martins dos Santos
- Helio Fernando Siqueira Celidonio
- Isabela Ribeiro Damaso Maia
- José Luiz Barros Fernandes
- Julio Cesar Costa Pinto
- Leonardo Martins Nogueira
- Lidia Aparecida Cury Reiss
- Luis Guilherme Siciliano Pontes
- Luis Gustavo Mansur Siqueira
- Marcelo Antonio Thomaz de Aragão
- Marcelo Foresti de Matheus Cota
- Mardilson Fernandes Queiroz
- Ricardo Eyer Harris
- Ricardo Franco Moura
- Ricardo Sabbadini
- Ricardo Sivieri Zeni
- Ricardo Teixeira Leite Mourão
- Rogério Antônio Lucca