Publicidade
Um alerta emitido pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), nesta segunda-feira (8), afirma que países com armas nucleares estão retirando seus armamentos dos depósitos e posicionando-os em sistemas de lançamento.
De acordo com o relatório de 2026 produzido pelo Sipri, todos os nove países com armas nucleares modernizaram e ampliaram seus arsenais em 2025. Atualmente, as potências nucleares somam um total estimado de 12.187 ogivas, das quais 9.745 ainda estão em reserva para uso potencial.
Confira a divisão por país:
- Rússia – 5.420
- Estados Unidos – 5.042
- China – 620
- França – 370
- Reino Unido – 225
- Índia – 190
- Paquistão – 170
- Israel – 90
- Coreia do Norte – 60

Xi e Kim Jong Un prometem cooperação em 1ª visita chinesa a Pyongyang após 7 anos
Os líderes reafirmaram a aliança estratégica em meio à disputa com os EUA e à expansão nuclear norte-coreana

EUA consideram comprar ilha no Oceano Índico pertencente ao Reino Unido, diz jornal
Americanos pretendem adquirir Ilhas Chagos, onde fica a base aérea americana-britânica de Diego Garcia, afirma o The Telegraph
Apesar de representar uma redução de 13 ogivas em relação a 2025, quando o número total era de 12.200, especialistas alertam que o valor inferior não é um sinal de desarmamento. Atualmente, os países desativam mais ogivas antigas do que colocam em operação novas, mas a tendência é que o número se inverta nos próximos anos.
Segundo estimativa do Sipri, a Coreia do Norte continua expandindo sua capacidade nuclear, e o país pode já ter produzido cerca de 60 ogivas, além de possuir material físsil suficiente para fabricar outras 30.
A China é outro país que está ampliando seu poderio nuclear. De acordo com o relatório, o país atualmente possui cerca de 620 ogivas nucleares, 20 a mais que no ano anterior. “Dependendo de como estruturar suas forças, a China poderá, até o fim da década, ter potencialmente tantos mísseis balísticos intercontinentais quanto a Rússia ou Estados Unidos”, destaca trecho do relatório.
Continua depois da publicidade
Apesar do aumento na produção por parte de outros países, os Estados Unidos e a Rússia ainda concentram a maior parte do arsenal mundial, representando 83% de todas as ogivas nucleares existentes.
O cenário de aumento da produção nuclear ocorre em um momento em que o mundo enfrenta o enfraquecimento de acordos de controle de armas e a intensificação de disputas geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e a Rússia, incluindo conflitos como a atual guerra no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia.