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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende descongelar ativos financeiros do Irã nem suspender sanções econômicas antes da conclusão de um eventual acordo de paz com Teerã. Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News, Trump disse que qualquer alívio financeiro só será discutido em uma etapa posterior das negociações.
“Vem depois”, afirmou o presidente americano. “Se eles se comportarem, se fizerem um bom trabalho, começaremos a conversar”, completou. A declaração reforça a estratégia de Washington de manter a pressão econômica e militar sobre o Irã enquanto tenta avançar nas tratativas diplomáticas.
Trump também afirmou que os dois países estão próximos de um pacto definitivo para encerrar as hostilidades, mas indicou que os Estados Unidos ainda exigem termos mais duros contra os planos nucleares iranianos. O presidente quer incluir uma cláusula explícita que impeça o Irã não apenas de desenvolver, mas também de comprar ou adquirir armas nucleares por outras vias.
Pressão militar segue como carta nas negociações
Forças americanas e israelenses começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro, enquanto o governo Trump tenta negociar um possível acordo de paz há semanas. Na entrevista, o presidente voltou a adotar um tom duro ao falar sobre o impasse: “Estamos muito perto de um acordo, ou eu vou acabar com eles”, disse à NBC News.
Trump também afirmou estar disposto a conversar com o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde que foi ferido em ataques dos EUA no início do conflito. “Não quero dizer se sei ou não onde ele está, mas há uma boa probabilidade de que eu saiba”, declarou o presidente americano.
No campo diplomático, Trump disse ainda que não exige que o Líbano faça parte de um acordo de curto prazo com Teerã. “Acho que eles gostariam de ver isso, mas não estou exigindo”, afirmou.
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EUA querem destruir urânio enriquecido
Trump afirmou que, se um acordo de cooperação for firmado, os Estados Unidos pretendem trabalhar com as forças iranianas para confiscar e destruir todo o urânio enriquecido, com uso de equipamentos militares americanos.
Na ausência de um entendimento diplomático rápido, o presidente alertou que as forças dos EUA continuarão degradando o poder militar iraniano até que Washington consiga coletar e neutralizar o material nuclear de forma unilateral e segura.
O republicano também comparou sua postura com a de governos anteriores e criticou o acordo fechado durante a gestão de Barack Obama. Trump mencionou o envio de dinheiro em espécie aos iranianos e afirmou que, sob sua liderança, o desfecho será mais favorável aos interesses de segurança dos Estados Unidos.
Trump diz que forças iranianas foram duramente atingidas
No balanço das operações militares, Trump declarou que os EUA destruíram quase por completo as forças convencionais do Irã nos últimos três meses. Relatórios do Pentágono indicam que cerca de 90% da marinha iraniana e 95% das minas navais do país foram eliminadas.
Apesar disso, metade da frota não convencional de barcos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda permanece intacta. Trump estimou ainda que o Irã mantém apenas entre 21% e 22% de seu estoque original de mísseis do período anterior à guerra.
Mesmo com o enfraquecimento das defesas iranianas, o presidente americano afirmou que pretende manter 50 mil soldados dos EUA posicionados no Oriente Médio por tempo indeterminado, até a conclusão das negociações. A presença militar, segundo ele, funciona como elemento de pressão na mesa de negociação.
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Autoridades de alto escalão do governo Trump, como o secretário de Estado Marco Rubio, têm sustentado que um cessar-fogo temporário continua em vigor, apesar dos recentes ataques dos EUA contra o Irã. Rubio disse a parlamentares na semana passada que as ações americanas têm caráter defensivo.
Petróleo, gasolina e juros entram no radar
Trump também comentou os efeitos econômicos do conflito. O presidente reconheceu que o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, pressionou temporariamente os preços da gasolina e dos fertilizantes nos Estados Unidos.
O presidente afirmou, porém, que aceitou arcar com esse custo inflacionário de curto prazo para eliminar a ameaça nuclear na região. Ele também previu que os preços internacionais do petróleo devem cair fortemente assim que o conflito for encerrado oficialmente.
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No cenário doméstico, Trump elogiou o último relatório de emprego dos Estados Unidos, classificando os dados do payroll como “realmente fortes”. Ainda assim, defendeu que não há justificativa para o Federal Reserve aumentar os juros nas próximas reuniões.
Trump afirmou que agricultores e consumidores americanos devem viver uma fase de expansão econômica e alívio de custos quando a estabilidade internacional for restabelecida.
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)
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