Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA aumentam mais do que o esperado

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram 13.000, para 225.000, com ajuste sazonal, na semana encerrada em 30 de maio, informou o Departamento do Trabalho ⁠nesta ‌quinta-feira

Reuters

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WASHINGTON, 4 Jun (Reuters) – O ⁠número de norte-americanos que entraram ⁠com pedidos de auxílio-desemprego aumentou mais ‌do que o esperado na semana passada, mas a tendência subjacente permaneceu consistente com ‌um mercado de trabalho estável.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram 13.000, para 225.000, com ajuste sazonal, na semana encerrada em 30 de maio, informou o Departamento do Trabalho ⁠nesta ‌quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam 213.000 pedidos ⁠para a última semana. A média móvel de quatro semanas de pedidos, no entanto, aumentou apenas 6.500, para 214.750.

Apesar dos cortes de pessoal de alto nível ​por parte de empresas de tecnologia relacionadas à adoção da inteligência artificial, as demissões ​em massa permaneceram baixas, limitando os pedidos de auxílio-desemprego a uma faixa de 190.000 a 230.000 neste ano.

Os empregadores sediados nos EUA anunciaram 97.006 cortes de ‌pessoal em maio, aproximadamente 39% ​deles no setor de tecnologia, segundo um relatório separado da empresa global de recolocação Challenger, Gray and Christmas, ⁠divulgado nesta ​quinta-feira. Isso ​representou um aumento de 16% em relação a abril.

Ainda assim, ⁠os cortes de ​pessoal planejados aumentaram apenas 3% em comparação com o mesmo período do ano passado. Embora o ​conflito no Oriente Médio ainda não tenha causado um impacto perceptível no ​mercado de ⁠trabalho, a incerteza está aumentando. A guerra entre os EUA ⁠e Israel com o Irã, agora em seu quarto mês, interrompeu seriamente o fornecimento de commodities e aumentou os preços de produtos como energia, alumínio e fertilizantes.

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(Reportagem de Lucia ​Mutikani)

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