Fiesp vê risco para exportações brasileiras com nova tarifa proposta pelos EUA

Entidade afirma que medida pode prejudicar a competitividade da indústria nacional e pede atuação rápida do governo antes da decisão final, prevista para julho

Agência O Globo

O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington
18 de abril de 2026
REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington 18 de abril de 2026 REUTERS/Nathan Howard

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou preocupação com a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, a medida teria forte impacto negativo sobre as relações comerciais entre os dois países e sobre a competitividade da indústria nacional.

“A diplomacia empresarial cumpriu um papel relevante na negociação das exclusões de uma lista de produtos até aqui. Neste momento, no entanto, é fundamental uma atuação rápida e firme do governo brasileiro para evitar a confirmação de prejuízos graves às exportações do país antes da decisão final, esperada para julho”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em nota.

A entidade informou que continuará atuando junto às autoridades brasileiras e americanas para tentar reverter as medidas propostas ou, ao menos, reduzir seus impactos sobre a indústria nacional.

O USTR concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos.

Segundo o USTR, determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio dos Estados Unidos. Com a conclusão da investigação, aberta em julho, o órgão apresentou medidas corretivas e abriu o caso para uma audiência pública.

O governo brasileiro avaliou como “absurda” a proposta de taxação feita pelo USTR ao concluir a investigação comercial contra o país, por não ter uma fundamentação técnica consistente.

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