Flávio minimiza chance de Zema e Caiado unirem forças em candidatura da direita

Pré-candidatos do PSD e do Novo tem dado declarações que motivam especulação sobre união em chapa única

Caio César

O senador brasileiro Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, observa enquanto participa de uma sessão no Senado para sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Brasil, em 29 de abril de 2026. REUTERS/Jorge Silva
O senador brasileiro Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, observa enquanto participa de uma sessão no Senado para sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Brasil, em 29 de abril de 2026. REUTERS/Jorge Silva

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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou não acreditar que os ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) unam suas pré-candidaturas em uma chapa única para concorrer às eleições de outubro.

“Não acredito que eles se unam em uma candidatura própria. Eu fui um dos que incentivei tanto a candidatura do Zema quanto a do Caiado. Acho importantes termos diversos pré-candidatos que possam mostrar a verdade sobre o desgoverno que foi o Lula. Quanto mais campanhas tivermos mostrando a verdade sobre isso, alertando o povo brasileiro”, afirmou em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (2).

Nas duas últimas semanas, ambos os pré-candidatos têm se mostrado abertos à possibilidade de unir forças. O movimento ocorre ao mesmo tempo em que Flávio Bolsonaro sofre um desgaste eleitoral refletido nas pesquisas de intenção de voto após a revelação da proximidade do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Em 26 de maio, Zema afirmou que não descarta alianças ainda no primeiro turno das eleições para viabilizar uma candidatura da direita no lugar de Flávio. No entanto, o ex-governador de Minas Gerais adiantou que as conversas devem ocorrer mais adiante, conforme o cenário político evoluir.

“Essas conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite. Porque, na política, é na meia-noite da data limite que as coisas costumam ser definidas”, afirmou em referência ao calendário da Justiça Eleitoral, que estabelece o dia 15 de agosto como o prazo máximo para o registro das chapas.

A posição foi endossada por Caiado, que, em 27 de maio, admitiu a possibilidade de uma união. “Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento e ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso”, disse Caiado em entrevista à rádio Nova Difusora.

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“Nesse momento, as duas candidaturas (Flávio e Lula) estão numa posição, temos humildade de reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos as forças, elas poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno?”, acrescentou.

Segundo a última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 19 de maio, Flávio caiu seis pontos percentuais nas intenções de voto para o segundo turno e detém 41,8%, contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O cenário de queda é reforçado pelas pesquisas Datafolha e Meio/Ideia, que respectivamente representaram uma queda de 4 e 3 pontos percentuais em relação aos levantamentos realizados em abril.