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O governo federal classificou, nesta sexta-feira (29), como deplorável a atuação de Eduardo e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos, que culminou na decisão de Donald Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se encontraram com Trump no início desta semana e, segundo Flávio, teriam pedido ao chefe da Casa Branca para classificar as facções como terroristas.
“É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, diz trecho da nota publicada pelo Palácio do Planalto.

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O texto também reforça que o Brasil é uma nação soberana que mantém o combate permanente às facções criminosas e que qualquer colaboração internacional será bem-vinda, mas considera inadmissível o uso de medidas arbitrárias vindas do exterior como pretexto para atacar a soberania nacional brasileira.
O posicionamento também destaca que “medidas unilaterais” não negociadas podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida da população nas áreas afetadas, além de reduzir consideravelmente a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Segundo o governo, uma intervenção pode afetar até mesmo o sistema financeiro e o PIX, que “incomodam interesses estrangeiros”.
“A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, leis e suas forças de segurança”, conclui o comunicado.
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