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O Santander elevou a recomendação para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) de neutra para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e aumentou o preço-alvo para US$ 24 por recibo de ações negociado nos EUA (ADR) e R$ 60 para as ações PETR3.
Segundo o banco, o preço atual das ações ainda não reflete totalmente a combinação de potencial de alta na produção de exploração e produção (E&P), riscos mais limitados no segmento de refino e uma tese ainda atrativa de geração de caixa e retorno aos acionistas.
Na avaliação do Santander, a melhora operacional no segmento de upstream (exploração e produção de petróleo e gás), impulsionada pela aceleração do ramp-up (processo de aumento gradual da capacidade operacional) de FPSOs (plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo) e pela possibilidade de revisões positivas nas projeções de produção, além dos preços elevados do petróleo, deve mais do que compensar uma rentabilidade mais fraca da gasolina.
O banco também destaca que os subsídios do governo ajudam a limitar os riscos negativos para o refino de combustíveis, especialmente no diesel.

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O Santander estima que a Petrobras possa entregar um rendimento de aproximadamente 12% em fluxo de caixa livre para o acionista ajustado (FCFE, excluindo pagamento de dívida financeira) e rendimento de dividendo (dividend yield) de cerca de 9,5% em 2026.
Segundo o relatório, a estatal segue priorizando a redução do endividamento com a geração adicional de caixa.
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Ainda assim, o banco aponta que discussões sobre dividendos extraordinários devem voltar à pauta com o próximo Plano Estratégico 2027–2031. Entre os riscos para as estimativas estão investimentos (capex) acima do esperado e possíveis operações de fusões e aquisições.
O Santander também vê espaço para a Petrobras superar a própria projeção de produção para 2026. O banco destaca que a produção do primeiro trimestre atingiu cerca de 2,58 milhões de barris por dia, indicando que o volume anual pode ficar próximo do teto da faixa projetada pela companhia, de 2,5 milhões de barris por dia, com variação de 4%.
A expectativa é sustentada pelo avanço mais rápido do que o esperado de plataformas como o FPSO Almirante Tamandaré e pela evolução operacional dos FPSOs P-78 e P-79. O banco ainda cita a possibilidade de antecipação da entrada do FPSO P-80 para 2026, antes do previsto originalmente no plano estratégico.