Alcolumbre barra avanço de CPMI do Banco Master e amplia tensão no Congresso

Presidente do Congresso rejeita novos requerimentos de leitura e mantém indefinição sobre investigação parlamentar do caso Daniel Vorcaro

Marina Verenicz

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a bloquear nesta quinta-feira (12) tentativas de avanço da CPMI destinada a investigar suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Durante sessão conjunta do Congresso, o senador rejeitou novos pedidos de parlamentares que cobravam a leitura formal dos requerimentos para instalação da comissão.

A negativa ocorreu em meio à pressão crescente da oposição e de parte da base governista para abertura de uma investigação parlamentar sobre os desdobramentos da Operação Compliance Zero, que levou à prisão de Vorcaro em março.

Ao justificar a decisão, Alcolumbre afirmou que a leitura de requerimentos é uma prerrogativa da presidência do Congresso. “O momento da leitura é um ato discricionário da presidência da mesa do Congresso Nacional”, declarou durante a sessão.

O caso Banco Master já gerou uma corrida por CPIs no Legislativo. Atualmente, há ao menos cinco requerimentos protocolados para investigar o tema.

Entre eles estão um pedido de CPI na Câmara, três requerimentos no Senado e uma proposta de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que reuniria deputados e senadores. Apesar da multiplicação de iniciativas, nenhuma delas avançou até agora para a fase de instalação formal.

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A sessão desta quinta-feira tinha como pauta principal a análise de vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), especialmente dispositivos ligados à transferência de recursos federais para municípios inadimplentes. Ainda assim, o caso Banco Master dominou parte dos discursos iniciais no plenário.

Parlamentares de diferentes partidos usaram a tribuna para cobrar esclarecimentos sobre as suspeitas de fraudes financeiras investigadas pela Polícia Federal.