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A Azzas 2154 (AZZA3) confirmou, em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que contratou o Itaú BBA como assessor financeiro para avaliar potenciais oportunidades estratégicas envolvendo a companhia, suas controladas e ativos.
Segundo a empresa, o escopo da contratação é preliminar e exploratório, com foco em análises econômico-financeiras e em possíveis estruturas para alternativas que possam vir a ser identificadas. A companhia ressaltou, no entanto, que não há qualquer decisão tomada sobre eventual operação, incluindo uma possível cisão entre os sócios.
A Azzas afirmou ainda que, até o momento, não existe definição sobre implementação, termos, estrutura ou viabilidade de qualquer transação potencial.
Momento delicado
Os últimos dias têm sido complicados para as ações da Azzas, depois que o acionista Roberto Jatahy apresentou em 12 de maio um pedido judicial contra mudanças envolvendo a marca Reserva, o que voltou a trazer à tona possíveis disputas internas entre os principais acionistas da varejista.
O episódio reforçou preocupações sobre possíveis divergências internas entre os dois principais acionistas da companhia.
Em 13 de maio, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou a manutenção da estrutura organizacional e do modelo operacional vigentes até 22 de abril de 2026 nas unidades de vestuário feminino e masculino. Além disso, Roberto Jatahy deverá ser mantido no cargo de Chief Brand Officer (CBO) e assumirá interinamente a gestão dessas unidades de negócio.
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Para o JPMorgan, o mercado vinha interpretando que o ambiente interno da companhia estava mais pacificado, o que poderia abrir espaço para melhora de execução operacional e captura de sinergias após a fusão. No entanto, a nova disputa judicial reforça uma visão mais conservadora sobre a trajetória de recuperação de resultados da companhia.
O JPMorgan avalia que questões de governança interna podem dificultar mudanças estratégicas e operacionais dentro da empresa. Com isso, o banco manteve recomendação neutra para as ações da Azzas 2154, com preço-alvo de R$ 24,50.

