Publicidade
Os contratos de mini-índice (WINM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão (19/05) com forte queda de 1,70%, aos 176.465 pontos, ampliando o movimento corretivo e reforçando a tendência de baixa no curto prazo. O mini-índice acompanhou o movimento mais cauteloso do mercado após o Ibovespa registrar a terceira queda consecutiva, pressionado pelo aumento da aversão ao risco no exterior e pelas tensões envolvendo EUA e Irã. O cenário geopolítico voltou a ganhar força após novas ameaças de Donald Trump ao Irã, enquanto os juros dos Treasuries avançaram nos EUA e Wall Street encerrou em baixa, ampliando o desconforto global com inflação e energia.
No Brasil, o índice foi pressionado principalmente pelas quedas de Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), bancos e B3 (B3SA3), em um pregão marcado por cautela e realização de lucros. Investidores também acompanharam a audiência de Gabriel Galípolo no Senado e seguem atentos à ata do Federal Reserve, que permanece no radar dos traders de mini-índice diante dos impactos sobre juros, fluxo estrangeiro e apetite ao risco.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice teve uma sessão amplamente dominada pelo fluxo vendedor. Apesar de uma recuperação parcial perto do encerramento, o ativo ainda terminou o pregão com forte baixa, refletindo fragilidade no curto prazo.
Para continuidade do movimento de queda, será necessário romper o suporte em 176.190/175.650. Caso isso aconteça, o índice tende a acelerar as perdas em direção a 175.200/174.670, com alvo mais longo na faixa de 174.195/173.730.
Por outro lado, uma retomada compradora dependerá da superação da resistência em 176.555/177.085. Acima dessa região, vejo espaço para buscar 177.720/178.700, mirando posteriormente a faixa de 179.260/178.550.
No gráfico diário, sigo observando um cenário claramente baixista. O índice permanece negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo a estrutura de queda no curto prazo.
Continua depois da publicidade
A última sessão reforçou esse movimento, com um forte candle vendedor e IFR (14) em 29,98, já em região de sobrevenda. Esse cenário, aliado ao afastamento das médias e ao movimento mais esticado de baixa, pode favorecer repiques técnicos. Ainda assim, por enquanto, a tendência principal segue negativa.
Para melhorar a estrutura técnica, o índice precisará superar a resistência em 179.550/184.090, mirando posteriormente 188.255/192.600. Já pelo lado vendedor, a perda da faixa de 175.200/171.780 pode abrir espaço para quedas adicionais até 170.470/168.870.

Saiba mais:
Continua depois da publicidade
- De “cortar mato” à tecnologia: veteranos revelam como o trade mudou
- Como um trader alcançou 47 pregões positivos seguidos no day trade
- Day trade: Outliers Invest aposta em estratégias simples e validação rigorosa
WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo continuidade da pressão vendedora, com o mini-índice encerrando o pregão abaixo das médias de 9 e 21 períodos. O movimento ainda sugere manutenção da tendência de baixa no curto prazo.
Para continuidade das quedas, o suporte mais importante está em 175.200/174.195. Perdendo essa faixa, o ativo poderá acelerar o movimento vendedor em direção a 172.515/171.780, com projeções mais longas em 170.470/169.215.
Já uma recuperação mais consistente dependerá da entrada de volume comprador capaz de romper a resistência em 176.570/177.720. Se superar essa região, o índice pode buscar 179.550/180.385, com alvo mais longo em 181.550/183.185.
Continua depois da publicidade

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- IFR: O que é o índice de força relativa?
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
- Como o MACD pode identificar e interpretar tendências do mercado?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

