Bradesco BBI vê queda injustificada nas ações da RD Saúde e reforça como preferida

Atualização de modelos incorpora novos parâmetros macroeconômicos e projeta resultados robustos para o segundo trimestre

Victória Anhesini

Ativos mencionados na matéria

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O Bradesco BBI divulgou um relatório de atualização para o setor de varejo farmacêutico brasileiro nesta segunda-feira (18), em que classifica a desvalorização recente das ações da RD Saúde (RADL3) como exagerada e injustificada. 

Os analistas reiteraram a recomendação de compra para as ações da companhia, com preço-alvo mantido em R$ 27. Ela é a principal escolha do setor (top pick) para o BBI, e os analistas reforçam o otimismo com as empresas sob cobertura, mesmo após o ajuste no cenário macroeconômico, que agora prevê um acréscimo de 0,6 ponto percentual na projeção para a taxa Selic média (estimada em 14,1% para 2026 e em 10,8% para 2027).

As ações da RD Saúde operam em queda de 1,99% nesta segunda, a R$ 19,20 por papel, às 15h30.

Em específico sobre a RD Saúde, os analistas do BBI frisaram que as estimativas de lucro líquido para 2026 e 2027 foram mantidas, sofrendo ajustes marginais de +2% (para R$ 1,7 bilhão) e -1% (para R$ 2,24 bilhões), respectivamente. 

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“RD Saúde é nossa escolha principal com base no momentum de crescimento e qualidade”, diz o relatório. 

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Os analistas avaliam que a desvalorização recente das ações, que acumulam perdas de 20% em três meses na comparação com o Ibovespa, não encontra justificativa nos fundamentos do negócio, especialmente diante de sua natureza defensiva e indicador de volatilidade reduzido. 

Atualmente, o ativo é negociado a múltiplos de P/L (Preço/Lucro) de 20,2 vezes para 2026 e 15,3 vezes para 2027, patamares consideravelmente abaixo da média histórica superior a 30 vezes.

Ajustes de estimativas para Pague Menos e Panvel

Segundo o Bradesco BBI, diferente da líder do setor, algumas das concorrentes tiveram revisões para baixo em suas projeções de lucro devido ao novo panorama de juros:

O lucro estimado da Pague Menos (PGMN3) foi reduzido em 1% (para R$ 384 milhões) em 2026 e em 7% (para R$ 505 milhões) em 2027. 

“Mantemos nossa recomendação de compra para a Pague Menos, com um novo preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 7 (de R$ 8), baseado em seu valuation atraente (8,8 e 6,6 vezes o P/L para 2026 e 2027, respectivamente)”, diz o documento.

Já a Panvel (PNVL3), as projeções de lucro também foram reduzidas em 2% (para R$ 171 milhões) e em 7% (para R$ 218 milhões), números que estão de 7% a 10% abaixo do consenso de mercado, de acordo com o relatório.

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“Mantemos nossa recomendação neutra para a Panvel com um novo preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 15 (de R$ 16) devido ao menor potencial de alta”, destaca a análise.

As ações da Pague Menos operam em queda de 1,28%, a R$ 4,64 e as da Panvel, baixa de 0,58%, a R$ 12, às 15h30.

Para o consolidado do setor, o banco sinalizou uma tendência operacional bastante positiva para o período subsequente. Os analistas projetam um avanço nas margens operacionais e uma sutil desaceleração no ritmo de expansão das vendas no período. 

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“Esperamos que os resultados do segundo trimestre de 2026 para as farmácias permaneçam fortes, com crescimento de 21-23% do Ebitda (Lucro antes dos Juros, Tributos, Depreciação e Amortização) no ano contra ano”, afirmam.

AtivoRecomendaçãoPreço-Alvo
RD Saúde (RADL3)CompraR$ 27
Pague Menos (PGMN3)CompraR$ 7
Panvel (PNVL3)NeutroR$ 15