Na contramão: Citi eleva Hypera para compra e corta RD para venda; entenda motivos

Analistas do Citi enxergam a Hypera (HYPE3) com oportunidades no fluxo de caixa, GLP-1 e ainda pontua um valuation mais atraente

Victória Anhesini

Ativos mencionados na matéria

(Divulgação: Hypera)
(Divulgação: Hypera)

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O Citi anunciou nesta quinta-feira (14) uma revisão estratégica para o setor de saúde e varejo farmacêutico no Brasil. Indo na contramão das expectativas do mercado financeiro, o banco optou por elevar a recomendação das ações da Hypera (HYPE3) para compra e cortando a recomendação dos papéis da RD Saúde (RADL3) para venda. 

Em um cenário macroeconômico fluido para as ações brasileiras, os analistas do Citi afirmam que favorece “o valor relativo como uma forma atraente de atuar no setor sem assumir exposição direcional excessiva”.

No caso da Hypera, o preço-alvo é de R$ 28 (ante R$ 26) e os analistas destacaram que a base da tese é “direta”.

Entre os principais pilares, o relatório ressalta a “maior confiança na trajetória de sell-out sob condições mais rígidas de capital de giro” e os benefícios operacionais de um câmbio mais favorável, dado que aproximadamente “40% do CPV (Custo dos Produtos Vendidos) está vinculado ao dólar”.

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Outros fundamentos para a melhora na classificação incluem:

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O Citi removeu a classificação de “Alto Risco” da companhia devido à melhor visibilidade de lucros, ressaltando que o principal risco de baixa seria uma eventual deterioração do capital de giro.

As ações de Hypera operavam em alta de 3,59%, a R$ 23,38 às 16h10.

Tese para RD Saúde

Por outro lado, a RD Saúde foi rebaixada para venda, com preço-alvo reduzido de R$ 26 para R$ 18. O banco cortou suas estimativas de lucro para 2026 e 2027, posicionando-se de 7% a 11% abaixo do consenso de mercado. 

Leia mais: RD Saúde lucra quase R$ 300 mi no 1º trimestre, alta anual de quase 70%

“Em alto nível, continuamos preocupados que a crescente penetração do e-commerce possa continuar a restringir a expansão das margens”, diz o relatório do Citi.

Os fatores que sustentam a visão cautelosa para a RD são:

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“O principal risco de alta viria de uma economia mais forte e/ou maior expansão do TAM (Mercado Endereçável Total) proveniente de genéricos de semaglutida”, finalizam. As ações da RD Saúde operavam em alta de 0,97%, a R$ 19,68.