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O mercado de criptomoedas entra no mês de maio sob a influência de um cenário macroeconômico global ainda desafiador, com investidores recalibrando as expectativas para as taxas de juros nos Estados Unidos e de olho no conflito no Oriente Médio. Apesar da aversão a risco que costuma punir a classe de ativos digitais em momentos de incerteza, analistas apontam que a volatilidade recente abriu janelas de oportunidade atrativas para quem busca se posicionar de forma estratégica.
As recomendações para maio focam na solidez da infraestrutura do ecossistema digital. A crescente adoção institucional, o avanço da tokenização e o desenvolvimento de soluções de finanças descentralizadas (DeFi) para o mercado corporativo são os grandes gatilhos procurados pelos especialistas.
Com o mercado mais seletivo, a preferência recai sobre redes que entregam evolução consistente no número de usuários, estabilidade operacional e utilidade real.
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Para ajudar o investidor a navegar por esse cenário de cautela, o InfoMoney compilou as escolhas de especialistas das principais corretoras e casas de research de cripto do País. Confira as cinco criptomoedas mais indicadas para investir em maio e entenda os fundamentos que justificam a preferência do mercado por cada uma delas:
| Ativo | Nº de recomendações | Retorno em 12 meses |
| Bitcoin (BTC) | 6 | -17,57% |
| Ethereum (ETH) | 5 | 26,07% |
| Solana (SOL) | 4 | -39,78% |
| Hyperliquid (HYPE) | 3 | 101,60% |
| Avalanche (AVAX) | 2 | -52,75% |
Bitcoin (BTC)
O Mercado Bitcoin explica que a criptomoeda vem sendo cada vez mais usada como reserva de valor, o que fez com que diversas empresas incluíssem o ativo em seus balanços como forma de proteção e diversificação. “
Esse movimento reforça a crescente adoção institucional, envolvendo desde companhias de tecnologia e fundos de investimento até governos que estudam formas de incorporá-lo às suas estratégias. Com isso, o Bitcoin se consolida como um dos ativos digitais mais relevantes do mercado, com potencial de valorização no longo prazo”, escreve Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.
Ethereum (ETH)
O ativo consegue manter seu papel como “principal ponte entre o capital institucional e o ecossistema cripto”, segundo André Franco, CEO da Boost Research. Ele afirma que uma retomada mais consistente do mercado cripto tende a passar pelo Ethereum antes de se espalhar para ativos de maior risco.
Solana (SOL)
A Solana segue apresentando evolução consistente em indicadores de atividade, com crescimento no número de usuários, volumes negociados e desenvolvimento do ecossistema, pontua Francis Wagner head de criptomoedas da Hurst Capital. “A rede se destaca pela alta capacidade de processamento e baixos custos de transação, fatores que sustentam sua competitividade, especialmente em aplicações que demandam escala. Além disso, a melhora na estabilidade operacional reduz riscos historicamente associados ao ativo”, diz o especialista.
Hyperliquid (HYPE)
Para Valter Rebelo, head de ativos digitais na Empiricus, o diferencial da blockchain está no foco em mercados perpétuos, “que não apenas proporcionam alta alavancagem, mas também capacitam desenvolvedores a criar seus próprios mercados diretamente sobre a infraestrutura”. Um dos fatores que chama atenção na tese atualmente é o crescimento dos derivativos de commodities na plataforma e HYPE está bem posicionada nessa tendência por oferecer infraestrutura com menos intermediários, menos capital imobilizado como colateral e liquidação transparente, segundo Rebelo.
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Avalanche (AVAX)
A Avalanche se posiciona como uma alternativa estratégica dentro da tese de infraestrutura e tokenização, destaca Julián Colombo, diretor sênior de políticas públicas e estratégia para a América do Sul na Bitso. “Seu modelo de subnets e foco em aplicações corporativas continuam sendo diferenciais importantes em um mercado que valoriza cada vez mais conformidade e customização. Em maio, a AVAX pode se beneficiar de um ambiente que privilegia soluções voltadas ao uso institucional, embora seu desempenho dependa da evolução de adoção e execução do roadmap”, destaca o executivo.