Ultrapar x Vibra: balanços do 1T mostram resiliência no fornecimento mesmo com crise

Mercados esperam período de revisões positivas de lucro após balanço

Erick Souza

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Posto Ipiranga (Foto:  Divulgação)
Posto Ipiranga (Foto: Divulgação)

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A Vibra (VBBR3) e a Ultrapar (UGPA3) divulgaram seus respectivos balanços do primeiro trimestre de 2026 nesta quarta-feira (6). Para as duas companhias, os resultados foram positivos, mesmo enfrentando um cenário de pressões nos preços, com o conflito no Oriente Médio.

Enquanto a Ultrapar teve alta expressiva de 151% nos lucros, a Vibra também registrou ganho anual de 63% no lucro líquido ajustado.

De acordo com os analistas do Bradesco BBI, ambas as fornecedoras se provaram altamente confiáveis em momentos de crise, com preços bastante competitivos. Para o banco, combinado com a agenda de combate à informalidade no setor, os dois players devem ter ganhos contínuos de margens e participação de mercado.

A expectativa do BBI é de que ambas as teses de investimento passem por um período de revisões positivas de lucro, dado o cenário global e os resultados apresentados no 1T26.

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Apesar dos bons resultados, as ações das companhias registravam quedas nesta quinta-feira (7). Por volta das 14h (horário de Brasília), as ações da Ultrapar recuavam 0,27%, mesmo depois de uma manhã mais forte. A Vibra perdia ainda mais, com -0,64%, após oscilações ao longo da manhã e início da tarde.

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Ultrapar x Vibra

Ambas as empresas tiveram resultados positivos, com níveis de Ebitda (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, desconsiderando efeitos não recorrentes) acima do consenso do mercado ou em linha com as expectativas mais otimistas.

A Ultrapar encerrou o trimestre com R$ 2,3 bilhões em Ebitda recorrente, 96% acima do mesmo período no ano anterior. A Vibra alcançou R$ 2,4 bilhões, um resultado superior que a concorrente, mas em linha com as estimativas do mercado.

As margens de distribuição também estiveram próximas, com a Ultrapar tendo R$ 276/m3, um volume superior ao esperado pelo mercado. A Vibra, por sua vez, atingiu R$ 258/m3.

As estratégias também estiveram alinhadas, com ambas as companhias focando em importações para garantir o abastecimento das redes de postos.

De acordo com o Itaú BBA, para a Vibra, a estratégia contribuiu para fortalecer a fidelização durante a crise. O movimento ainda impulsionou a expansão da rede no trimestre, com a adição de 155 novos postos.

Ainda que a geração de caixa da Ultrapar tenha sido temporariamente afetada pela maior necessidade de capital de giro, o BBA destaca que o trimestre da companhia reforçou que os fundamentos operacionais seguem em trajetória positiva.

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