Vibra discute com governo participação em programa de subvenção ao diesel

Programa busca amenizar impactos da alta dos preços de petróleo e derivados

Reuters

Posto Petrobras, da Vibra (Divulgação)
Posto Petrobras, da Vibra (Divulgação)

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RIO DE JANEIRO, 7 Mai (Reuters) – A ⁠Vibra Energia está em conversas com o governo federal ⁠para encontrar uma forma de participar do programa de subvenção ao diesel ‌que seja benéfica para ambas as partes, afirmou o presidente da companhia, Ernesto Pousada.

Maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra já havia anunciado que se habilitaria para ‌o programa, criado para amenizar os impactos da disparada de preços do petróleo e seus derivados, com o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.

Por meio do programa de subvenção, as companhias precisam praticar preços de venda de diesel dentro de parâmetros determinados pelo governo e, posteriormente, serem ressarcidas, mediante ⁠documentos ‌que comprovem o repasse de descontos aos consumidores.

Pousada ressaltou que o Brasil está ⁠exposto à volatilidade de preços de diesel no mercado internacional. Cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado.

‘Estamos conversando com os agentes governamentais e com o governo para encontrar um caminho que a gente possa começar a utilizar da subvenção de uma maneira que seja boa para o governo e boa para a ​Vibra também’, disse Pousada, durante videoconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre, sem detalhar eventuais entraves.

‘Nós já estamos habilitados, o que demonstra nosso interesse ​em vir a executar. Estamos ainda em conversas para encontrar o melhor caminho e modelo.’

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Durante a videoconferência, Pousada reiterou ainda que a Vibra conseguiu ampliar as importações e assegurar o fornecimento de derivados de petróleo, após a disparada de preços com a guerra no Oriente Médio. Ele também afirmou que a empresa soube amortecer a ‌volatilidade dos preços ao longo do primeiro trimestre.

‘A Vibra ​ampliou importações, contribuindo de uma maneira estruturante para o abastecimento nacional. E tínhamos no final do trimestre um cenário de possível escassez, conseguimos ampliar as nossas importações e assegurar o fornecimento e disponibilidade de produtos ⁠para os nossos clientes’, afirmou.

As ​declarações ocorrem em um ​momento em que a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, tem feito declarações públicas para frisar que a Vibra ⁠Energia (ex-BR Distribuidora) não pertence mais à estatal e ​acusado as distribuidoras de elevarem as suas margens em ‘época de guerra’.

Analistas de mercado também questionaram a administração da Vibra sobre a possibilidade de elevar o pagamento de dividendos. Também presente na conferência, ​o vice-presidente executivo Financeiro e Relações com Investidores, Mauricio Teixeira, afirmou que é preciso reduzir mais a dívida antes de elevar os pagamentos aos ​acionistas, uma vez que ⁠o país mantém a taxa básica de juros em nível elevado, sem perspectivas de quando irá cair.

‘A gente quer ⁠ter um patamar mais de dívida menor para poder liberar mais dinheiro para o acionista e poder decidir o que a gente quer fazer…, seja mais capex, seja algo inorgânico, seja mais dividendo, recompra de ações, isso a gente vai ter opcionalidade quando a gente tiver com o patamar de dívida mais baixo’, afirmou.