Ânima tem lucro líquido ajustado de R$ 124,8 milhões no 1T26, alta de 8,2%

Novo marco regulatório leva a queda no ensino digital; ensino presencial mantem níveis anteriores

Erick Souza

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A Ânima (ANIM3) divulgou o balanço do primeiro trimestre de 2026, com lucro líquido ajustado de R$ 124,8 milhões. O dado representa uma alta de 8,4% em relação ao mesmo período no ano anterior. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (06).

Sem ajustes, o lucro líquido ficou em R$ 139 milhões, com ligeira queda de 0,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado consolidado bateu R$ 375,9 milhões no trimestre, com crescimento de 4,3% ante o 1T25.

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A alavancagem da companhia bateu o menor nível dos últimos anos, encerrando o trimestre em 2,39x dívida líquida ajustada sobre o EBITDA, ante 2,63x no 1T25 e, 2,49x no 4T25.

A receita líquida cresceu 7,7% em relação ao mesmo período no ano anterior, indo de R$ 1.040,1 para R$ 1.120,4 no primeiro trimestre.

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Para a CEO da Ânima, Paula Harraca, esse resultado é um reflexo da estratégia da companhia focada em execução de longo prazo. “Isso não se faz em apenas um trimestre, é uma construção com muita disciplina e muita convicção de nossas escolhas estratégicas”, explica a executiva em entrevista ao InfoMoney.

Política de Educação a Distância

Uma das estratégias centrais da companhia, tem sido em relação às diretrizes da Nova Política de Educação a Distância. O documento altera o marco regulatório, com novas orientações para os cursos de Ensino à Distância (EaD).

Com a mudança, cursos de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia deverão ser ofertados exclusivamente no formato presencial. “O novo marco veio ao encontro da Ânima. Quando foi efetivado, nós já estávamos com muitas dessas mudanças em andamento”, explica a CEO.

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As novas diretrizes já têm se traduzido em números para a companhia. Conforme afirma o CFO Átila da Cunha, houve uma queda na receita do ensino digital. “Por outro lado, nós temos o crescimento do presencial e do semipresencial”, explica.

Em números, o segmento do ensino digital recuou R$ 4 milhões na receita do ensino digital. Já no presencial, o crescimento foi de R$ 61 milhões na receita nas modalidades presencial e semi.

Ao analisar o ticket, o ensino presencial chega a R$ 1.000. Já o ticket de digital, é R$ 248. O CFO explica que, apesar da queda no número de alunos, a receita acaba sendo maior, pela captação do ensino presencial.

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“Essa era a tese que sempre acreditamos. Sabíamos da perda no digital, mas, dada a nossa capilaridade e a nossa abrangência territorial, sabíamos que os cursos presenciais e semipresenciais, mais que compensariam essa queda”, destaca Cunha.

A adequação às novas regras da Política de Educação a Distância deve começar apenas em meados de 2027, mas analistas já destacam efeitos marginais em 2026.

Ânima Core

O segmento Core apresentou avanço na captação de alunos da graduação. Ao longo do primeiro trimestre, o Core cresceu 7,7% em relação ao mesmo período no ano anterior. De acordo com a companhia, o desempenho foi positivo tanto na modalidade presencial quanto na semipresencial.

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Além disso, o período foi marcado pela evolução do tíquete médio, que cresceu 11%, refletindo a estratégia de priorização da qualidade da receita. A base de alunos da graduação do Core reverteu a tendência de queda observada em períodos anteriores, encerrando o trimestre em linha com o mesmo período de 2025.