Em prisão domiciliar, Bolsonaro articula lista de candidatos ao Senado, diz Carlos

Ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária em Brasília após um quadro agravado de saúde justificar cuidados intensivos

Caio César

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega em casa para começar a cumprir prisão domiciliar, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, depois de ter sido condenado por maioria da Corte por tramar um golpe para permanecer no poder após perder a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro chega em casa para começar a cumprir prisão domiciliar, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, depois de ter sido condenado por maioria da Corte por tramar um golpe para permanecer no poder após perder a eleição de 2022, em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado

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O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quarta-feira (29) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua elaborando a lista de candidatos ao Senado pelo Brasil, enquanto cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Jair Bolsonaro cumpre, temporariamente, prisão domiciliar durante o período de 90 dias por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após uma piora em seu estado de saúde justificar cuidados intensivos.

Em uma publicação na rede X, Carlos afirmou que Jair “está triste por não poder receber visitas nem de seus irmãos, quanto mais amigos e políticos”, mas apresenta melhora significativa nas crises de soluço em relação ao período na Papuda, unidade prisional em que cumpre reclusão.

“Sabemos que o objetivo é isolá-lo do cenário nacional e colocar sua cabeça arrancada de seu corpo como troféu do que não fazer com o sistema, mas ele, inacreditavelmente, repete e faz carinho do seu jeito: “calma, moleque!””, destaca trecho da publicação.

Jair Bolsonaro deve passar, nos próximos dias, por uma cirurgia no ombro. O pedido foi feito pela defesa do ex-presidente e deferido pela Procuradoria-Geral da República. A necessidade da intervenção cirúrgica ocorre após uma das quedas do político em janeiro, quando já estava em reclusão na unidade prisional. A nova intervenção médica pode estender a prisão domiciliar concedida a Jair, mas a decisão caberá a Moraes.