Gleisi acusa Flávio de atuar contra o Brasil em viagem aos EUA

Ministra critica discurso na CPAC e diz que senador espalha “mentiras” no exterior

Marina Verenicz

Gleisi Hoffmann (Foto: Foto:
Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Gleisi Hoffmann (Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu à participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos, e afirmou que o pré-candidato à Presidência atua contra os interesses do Brasil no exterior.

Em publicação nas redes sociais neste sábado (28), Gleisi disse que Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram ao país para fazer “juras de subserviência” ao presidente Donald Trump. Segundo a ministra, os dois “nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos interesses estrangeiros”.

A crítica também menciona o posicionamento de Eduardo Bolsonaro em relação a medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos. Para Gleisi, o apoio do ex-deputado ao aumento de tarifas contra produtos brasileiros reforça a tese de alinhamento político com interesses externos.

As declarações ocorrem após discurso de Flávio na CPAC, principal evento da direita norte-americana, realizado no Texas. Em fala de cerca de 16 minutos, o senador fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abordou temas de segurança pública e política externa.

No evento, Flávio afirmou que o governo brasileiro teria atuado para impedir que organizações criminosas fossem classificadas como terroristas pelos Estados Unidos.

Sem citar nominalmente grupos, o senador mencionou os dois maiores cartéis do país e disse que houve “forte lobby” por parte do governo brasileiro junto a autoridades americanas para evitar essa designação.

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Flávio também afirmou que o atual governo adota uma postura “abertamente anti-norte-americana” e criticou falas do presidente sobre a redução da dependência global do dólar.