Trump diz que ‘Cuba é a próxima’ em discurso sobre sucessos militares dos EUA

Seu governo iniciou negociações com elementos da liderança de Cuba nas últimas semanas, enquanto o próprio ​Trump deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível

Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca durante a cerimônia de posse de Markwayne Mullin como secretário de Segurança Interna, em Washington, com um retrato de Ronald Reagan ao fundo, em 24 de março de 2026.

Crédito: Evan Vucci/Reuters – TPX Images of the Day
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Casa Branca durante a cerimônia de posse de Markwayne Mullin como secretário de Segurança Interna, em Washington, com um retrato de Ronald Reagan ao fundo, em 24 de março de 2026. Crédito: Evan Vucci/Reuters – TPX Images of the Day

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O presidente ⁠dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira ‌que ‘Cuba é a próxima’ durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, durante ‌o qual ele elogiou os sucessos da ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã.

Embora o presidente não tenha especificado exatamente o que planeja fazer com a nação insular, ele ⁠tem ‌dito com frequência que acredita que o ⁠governo de Havana, que enfrenta uma grave crise econômica, está à beira do colapso.

Seu governo iniciou negociações com elementos da liderança de Cuba nas últimas semanas, enquanto o próprio ​Trump deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível.

‘Eu construí esse grande ​exército. Eu disse: ‘Você nunca terá que usá-lo.’ Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima’, disse Trump na conferência desta sexta-feira.

‘Mas finjam que eu não disse ‌isso. Finjam que eu não ​disse isso.’

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu que o país está em negociações com os EUA em uma tentativa ⁠de evitar um ​possível confronto ​militar. A economia de Cuba tem sido prejudicada por interrupções nas ⁠importações de petróleo, das ​quais o país depende para operar usinas de energia e transporte.

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Antes da operação dos EUA para capturar ​o líder venezuelano Nicolás Maduro, agora deposto, em janeiro, a Venezuela fornecia grande ​parte das necessidades ⁠de petróleo de Cuba, mas o novo governo de Caracas, ⁠sob pressão de Washington, interrompeu essas remessas.

No início de março, Trump havia dito que Cuba poderia estar sujeita a uma ‘tomada de controle amigável’, antes de acrescentar: ‘Pode não ser uma tomada de controle ​amigável’.