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A Justiça italiana autorizou a extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP), em decisão que já foi comunicada ao governo brasileiro. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
O processo tramita após sucessivos adiamentos ao longo de 2025, motivados por remarcações de audiência e por uma paralisação do Judiciário italiano.
Com o aval das autoridades italianas, a expectativa é de que o retorno ocorra nas próximas semanas. Ao chegar ao país, Zambelli deve ser encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde poderá cumprir as determinações judiciais em vigor.
O caso ganhou novo contorno após Zambelli renunciar ao mandato em dezembro do ano passado. A renúncia teve como objetivo reforçar o argumento de perseguição política e facilitar um pedido de liberdade provisória na Itália para contestar a extradição. À época, a Câmara dos Deputados havia rejeitado a cassação do mandato.
Zambelli foi condenada em duas ações pelo STF. Na primeira, recebeu pena de dez anos de prisão pelos crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto.
Segundo o processo, ele teria sido contratado para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
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Após essa condenação, Zambelli deixou o Brasil e acabou presa na Itália em junho, em operação conjunta da Polícia Federal com autoridades locais. O Ministério Público italiano emitiu, em outubro, parecer favorável à extradição.
A decisão da Justiça italiana representa, na prática, a etapa final de um processo de cooperação internacional que vinha sendo acompanhado pelo governo brasileiro e por autoridades judiciais. Com a extradição autorizada, o foco agora passa a ser a logística de transferência e os desdobramentos jurídicos após a chegada ao país.
