Vale mais que dobra produção de minério a partir de resíduos em 2025 para 26,3 mi t

Vale mais que dobra produção de minério de ferro a partir de resíduos em 2025 para 26,3 mi t

Reuters

Ativos mencionados na matéria

Estrada de Carajás (Foto: Divulgação/Vale)
Estrada de Carajás (Foto: Divulgação/Vale)

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RIO DE JANEIRO, ⁠12 Mar (Reuters) – A Vale (VALE3) produziu 26,3 ⁠milhões de toneladas de minério de ferro a ‌partir de materiais antes classificados como estéril ou rejeito da mineração em 2025, mais do que o ‌dobro do produzido desta forma no ano anterior, de 12,7 milhões de toneladas, informou a companhia à Reuters nesta quinta-feira.

O resultado, segundo a companhia, reforça a mineração circular como vetor estrutural de competitividade, sustentabilidade ⁠e ‌geração de novos negócios para a companhia, evoluindo ⁠de frente piloto para prática industrial de escala.

No balanço ambiental, a Vale disse que o programa evitou a ocupação de volume para disposição de resíduos equivalente a mais de 60 vagões carregados ​de minério de ferro e gerou um benefício climático comparável à emissão anual de mais de ​40 mil carros, contribuindo para as metas de descarbonização da companhia.

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‘Os resultados de 2025 mostram que a circularidade já é uma alavanca relevante do nosso negócio’, disse Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da ‌Vale, em nota à Reuters.

‘Produzir 26,3 ​milhões de toneladas por fontes circulares comprova que é possível unir produtividade, inovação e sustentabilidade.’

O volume supera expectativa anterior da companhia, ⁠que era de ​produzir cerca ​de 20 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de ⁠resíduos no ano passado.

A ​iniciativa ocorre a partir de um amplo programa de mineração circular da companhia, que prevê que 10% da produção ​da Vale em 2030 seja a partir desses resíduos. Tais medidas ganharam força após ​o rompimento de ⁠barragens mortais no Brasil nos últimos anos.

Dentre outros destaques da mineração circular ⁠na Vale, estão a Areia Sustentável Vale, que já ultrapassou 3 milhões de toneladas destinadas desde 2023, e a Fábrica de Blocos da Mina do Pico, que transforma rejeitos em insumos para construção civil.