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SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória no 443 na última sessão, autorizando os bancos federais “a constituírem subsidiárias e a adquirirem participação em instituições financeiras sediadas no Brasil”. Em relatório publicado nesta quarta-feira (22), a Austin Rating, agência de risco que acompanha mais de 40 ratings de bancos, avaliou a notícia como preventiva e positiva.
“O atual panorama de capacidade de solvência das instituições financeiras no País é de solidez”, avalia a agência. Na opinião de seus analistas, os eventos ocorridos no exterior, com o registro de diversas instituições financeiras em dificuldades ou mesmo sendo liquidadas, não se reflete ao sistema financeiro nacional.
Ação complementar
O motivo para tal conclusão está no fato de que as instituições nacionais não estavam, e não estão, expostas aos mesmos riscos observados no exterior, ao contrário, o sistema de concessão de crédito no Brasil é um dos mais sofisticados do mundo em decorrência dos anos com registro de inflação elevada tanto na década de 1980 como até a primeira metade da década de 1990.
A equipe da Austin considerou a publicação da MP 443 como uma ação complementar às medidas já adotadas pelas autoridades monetárias do País no sentido de ampliar a liquidez de recursos no sistema financeiro, como, por exemplo, redução dos níveis de exigibilidades e de alíquotas de recolhimentos compulsórios. “Portanto, a MP tem caráter de fortalecer e proteger as instituições financeiras de médio e pequeno porte” explica.
Ratings de bancos
No último dia 09 de outubro, a Austin Rating divulgou comunicado ao mercado revisando a perspectiva de cinco instituições financeiras, que passaram de “positiva” para “estável”, refletindo o cenário atual e prospectivo.
Assim, a agência ressaltou que não tem perspectiva de alterar o rating dessas instituições nem para baixo nem para cima no mínimo nos próximos seis meses.