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Bitcoin cai mais de 9% no mês: sinal de alerta ou ponto de entrada?

Fluxo vendedor segue dominante após reversão iniciada no topo histórico

Rodrigo Paz

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O Bitcoin inicia o ano sob forte pressão vendedora, após um 2025 marcado por elevada volatilidade e fechamento no campo negativo, apesar da renovação pontual da máxima histórica em US$ 126.199. A incapacidade de sustentar aquele patamar acabou dando origem a um movimento corretivo mais amplo, que se intensificou nas últimas semanas e levou o ativo a negociar abaixo da região psicológica dos US$ 80.000. Em janeiro, até o momento, o BTC já acumula queda superior a 9%, refletindo deterioração do fluxo no curto prazo e um ambiente de maior aversão ao risco.

Do ponto de vista técnico, o cenário segue fragilizado tanto no curto quanto no médio prazo, com o preço operando abaixo das médias móveis e mantendo uma estrutura de topos e fundos descendentes, o que reforça o viés negativo predominante. Ainda assim, o afastamento relevante dos preços e indicadores próximos de regiões mais esticadas aumentam a probabilidade de repique técnico pontual, que, por ora, tende a ter caráter corretivo, enquanto o ativo não conseguir recuperar níveis-chave de resistência capazes de alterar a leitura estrutural do gráfico.

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Para entender até onde o preço do Bitcoin (BTC) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Bitcoin (BTC)

No curto prazo, observo o Bitcoin em movimento de baixa, negociando abaixo da faixa dos US$ 80.000 e pressionado por um fluxo vendedor que se intensificou nos últimos pregões. Após a renovação da máxima histórica em US$ 126.199, o ativo passou a estruturar um processo corretivo de baixa mais amplo, que segue em andamento e mantém o viés negativo predominante.

Tecnicamente, o BTC negocia abaixo das médias móveis, com afastamento relevante, o que reforça a leitura de fragilidade no curto prazo. Ao mesmo tempo, esse esticamento aumenta a probabilidade de repiques técnicos após as quedas mais intensas.

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Para que um movimento de recuperação ganhe consistência, será necessário, inicialmente, superar a região de US$ 80.734, com resistência intermediária em US$ 86.420. Acima desses níveis, o mercado passa a trabalhar com alvos em US$ 91.225, US$ 97.925 e, em extensões mais longas, US$ 99.692 / US$ 106.011.

Por outro lado, a continuidade do movimento de baixa tende a ganhar força caso o Bitcoin perca a região de suporte entre US$ 74.508 e US$ 68.775. A ruptura dessa faixa pode destravar nova aceleração vendedora, com suportes em US$ 65.260 e US$ 58.946, e alvos mais longos em US$ 52.550.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise de médio prazo

No médio prazo, a leitura técnica do Bitcoin permanece negativa. Após a reversão iniciada com a formação da máxima histórica em US$ 126.199, em outubro de 2025, o ativo passou a construir uma sequência de topos e fundos descendentes, caracterizando uma tendência de baixa mais estruturada. Em 2026, o BTC já acumula queda superior a 9%, refletindo a perda de força do ciclo anterior de alta.

Pelo gráfico semanal, o Bitcoin segue negociando abaixo das médias móveis, com afastamento relevante, o que confirma a dominância do fluxo vendedor no horizonte de médio prazo. O IFR (14) em 34, próximo da região de sobrevenda, sinaliza que o mercado pode apresentar repique técnico, especialmente após a forte pressão recente. No entanto, enquanto o preço permanecer abaixo das principais médias e resistências, esses movimentos tendem a ser corretivos e não caracterizam, até aqui, uma reversão de tendência.

Para que o ativo volte a reduzir a pressão baixista no médio prazo, será necessário recuperar, inicialmente, a faixa de US$ 80.734 e, de forma mais consistente, superar US$ 97.424, patamar que poderia alterar a leitura estrutural do gráfico.

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Em sentido oposto, a perda do suporte em US$ 74.500 tende a destravar uma nova perna de baixa, com alvos em US$ 65.260 e US$ 58.946, além de extensões mais longas em US$ 52.550, US$ 49.000 e US$ 40.280.

Fonte: TradingView. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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