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O IPCA-15 iniciou 2026 em desaceleração na comparação mensal, mas a taxa em 12 meses ganhou força, um dia antes da decisão do Banco Central sobre a taxa de juros e em meio a apostas sobre o início do afrouxamento monetário.
Em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,20%, de uma alta de 0,25% em dezembro, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No entanto, a taxa em 12 meses até janeiro foi para uma alta de 4,50%, de 4,41% em dezembro, no limite do teto da meta contínua para a inflação — 3,0% medido pelo IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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Os resultados ficaram em linha com as expectativas em pesquisa da Reuters de avanço mensal de 0,21% e de 4,51% em 12 meses.
A inflação terminou 2025 abaixo do teto da meta depois de o Banco Central adotar uma política monetária bastante apertada, com a taxa Selic em 15%.
A autoridade monetária volta a se reunir a partir desta terça-feira e divulga sua decisão sobre a taxa básica de juros na quarta, com ampla expectativa de manutenção. O foco está voltado para indicações sobre o início dos cortes.
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Segundo a mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC, especialistas veem o primeiro corte da Selic em março, de 0,50 ponto percentual, terminando 2025 em 12,25% e com a inflação a 4,0%.
Em janeiro, a queda dos preços em Habitação e Transportes compensou a pressão de Alimentos e de Saúde e Cuidados Pessoais.
Influenciado pela alta de 1,38% nos artigos de higiene pessoal, o grupo Saúde e cuidados pessoais teve a maior influência para o resultado do mês do IPCA-15, saindo de um recuo de 0,01% em dezembro para alta de 0,81% em janeiro.
Já a alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses consecutivos de quedas e subiu 0,21%, levando o avanço de Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, a acelerar de 0,13% para 0,31% no primeiro mês do ano.
Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%).
Por outro lado, os grupos de Habitação e Transportes registraram respectivamente quedas de 0,26% e 0,13%. No primeiro grupo, houve redução de 2,91% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com a entrada em vigor da bandeira verde, sem custo adicional para os consumidores.
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Nos Transportes, os preços das passagens aéreas caíram 8,92% e os do ônibus urbano tiveram recuo de 2,79%.