Investidor do Master e do Will Bank divide o mesmo limite do FGC? Entenda

Cobertura do FGC depende da data do investimento e da formação do conglomerado financeiro

Paulo Barros

Montagem de fotos com logos do Will Bank e Banco Master (Imagem: montagem com fotos de divulgação)
Montagem de fotos com logos do Will Bank e Banco Master (Imagem: montagem com fotos de divulgação)

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Com a liquidação do Banco Master e, mais recentemente, do Will Bank, investidores que possuem CDBs das duas instituições passaram a ter dúvidas sobre como funciona o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) nesses casos.

A regra central é que o limite de R$ 250 mil de cobertura do FGC vale por CPF ou CNPJ e também por conglomerado financeiro.

Segundo Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research, como Will Bank e Banco Master fazem parte do mesmo grupo, os valores investidos nas duas instituições devem ser somados, salvo no caso de CDBs adquiridos antes da compra do Will pelo Master, em agosto de 2024.

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Se a aplicação foi realizada após essa data, explica Almeida, “o investidor precisa somar os valores dos depósitos dele, e esses valores estão cobertos até o limite de R$ 250 mil”.

“Mas se o investidor adquiriu um CDB do Will antes da aquisição pelo Banco Master e o vencimento desse CDB ainda não chegou, essa garantia vale separadamente”, afirma. Ou seja, o FGC cobre R$ 250 mil para cada instituição.

Na prática:

O que o investidor deve fazer agora

Segundo o Almeida, o episódio reforça a necessidade de maior diligência na escolha de novos investimentos em renda fixa. “O investidor não pode contar apenas com a figura do Fundo Garantidor de Créditos”, diz.

Entre os pontos que devem ser avaliados antes de aplicar em novos CDBs, ele cita:

Segundo Almeida, instituições com carteiras mais conservadoras e receitas previsíveis tendem a oferecer menos risco do que modelos muito dependentes de ativos problemáticos, como precatórios e direitos creditórios, caso que marcou a estratégia do Banco Master.

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Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos