Santander destaca ações fora do consenso e alerta para “complacência” com BBAS3

Banco separou oportunidades em três grupos - subvalorização, geração de caixa e baixa cobertura - enquanto segue cauteloso com Banco do Brasil

Lara Rizério

Ativos mencionados na matéria

A imagem mostra alguém segurando um celular com gráfico de ações na tela; crédito: banco de imagens livres.
A imagem mostra alguém segurando um celular com gráfico de ações na tela; crédito: banco de imagens livres.

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Em relatório, o Santander destacou uma lista de ações fora do consenso que podem representar boas oportunidades de mercado, enquanto fez um alerta para “complacência” para o Banco do Brasil (BBAS3).

O banco classifica as ações “fora de consenso” em três categorias: i) empresas que investidores têm pouca exposição, ii) histórias de fluxo de caixa mal precificadas e iii) “empresas pouco acompanhadas”.

Na categoria i), os analistas do Santander destacam três ações: Orizon (ORVR3), Suzano (SUZB3) e Totvs (TOTS3). As explicações seguem abaixo:

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Já sobre o ponto ii), o Santander destaca duas ações: Lojas Renner (LREN3) e Marcopolo (POMO4).

Já no grupo iii), de “empresas pouco acompanhadas”, a carteira é formada por Brava (BRAV3), Cogna (COGN3), IRB (IRBR3), Randon (RAPT4) e Ser Educacional (SEER3).

Cautela com BB

Por fim, o Santander fez um alerta sobre “complacência” com o Banco do Brasil (BBAS3), o único que pertence a esse grupo.

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Embora o papel pareça barato, o Santander argumenta que o desconto do BBAS3 é em grande parte justificado por: alta de inadimplência no agronegócio, provisões mais pesadas e dependência maior de ganhos de tesouraria.

Com redução do payout (pagamento de dividendo em relação ao lucro), o dividend yield deixou de ser tão atrativo. Para o banco, a tese de BBAS3 passou a depender excessivamente de uma leitura eleitoral, vista como argumento frágil diante dos desafios operacionais e das limitações impostas pelo controle estatal.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.