Trump se recusa a descartar uso de força militar para ocupar Groenlândia

Presidente dos EUA também ameaça tarifas de até 25% sobre países europeus até obter autorização para comprar o território autônomo dinamarquês

Sara Baptista

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a responder se considera usar força militar para ocupar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca pelo qual vem demonstrando interesse.

Em entrevista por telefone na manhã desta segunda-feira (19) à rede de televisão americana NBC News, ao ser questionado sobre seus planos para o território, Trump limitou-se a dizer: “sem comentários”.

A declaração ocorre em meio a tensões crescentes sobre a possibilidade de uma invasão da Groenlândia pelos Estados Unidos. Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, Trump já deixou claro seu interesse pelo território, considerado estratégico para ampliar o acesso americano ao Ártico e para a implementação de seu “Domo de Ouro”.

Nos últimos dias, o presidente intensificou o discurso em relação à Groenlândia. Na manhã desta segunda, Trump afirmou que a Dinamarca falou em afastar a ameaça russa na região: “Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora chegou a hora, e isso será feito!”.

No domingo (18), ele conversou com o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, e disse que não se sente mais obrigado a pensar na paz: “Considerando que seu país decidiu não me dar o Prêmio Nobel da Paz por eu ter parado oito guerras e mais, eu não sinto mais obrigação de pensar puramente em paz”.

Já no sábado (17), Trump ameaçou implementar uma onda de tarifas crescentes sobre países europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia.

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Ele afirmou que taxas adicionais de importação de 10% seriam aplicadas sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido. Essas tarifas subiriam para 25% em 1º de junho e continuariam até que fosse fechado um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia.

*Com Reuters