Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha anuncia candidatura a deputado por MG

Ex-presidente da Câmara mira segundo maior colégio eleitoral e tenta retomar protagonismo político após Lava Jato

Marina Verenicz

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha anunciou que pretende disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. O comunicado foi feito por meio de publicações em redes sociais, marcando uma nova tentativa de retorno ao Congresso Nacional após derrotas, cassação e condenações judiciais nos últimos anos.

Na mensagem, Cunha justificou a escolha do estado ao afirmar que Minas Gerais reúne características econômicas, sociais e regionais que espelhariam o país todo. Segundo ele, a posição geográfica e a diversidade mineira tornam o estado estratégico para o debate político nacional, além de funcionar historicamente como termômetro eleitoral.

Minas Gerais é hoje o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas de São Paulo. Para Cunha, esse peso não tem sido plenamente convertido em influência política.

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Em suas declarações, o ex-deputado criticou a condução do governo estadual em gestões passadas e afirmou que o estado perdeu protagonismo no cenário nacional, defendendo que sua candidatura teria como objetivo recolocar Minas no centro das discussões políticas do país.

A movimentação ocorre após uma tentativa frustrada de retorno em 2022, quando Cunha concorreu a uma vaga na Câmara por São Paulo e não conseguiu se eleger. Agora, a aposta recai sobre um eleitorado considerado mais decisivo e simbólico para disputas nacionais.

Cunha presidiu a Câmara entre 2015 e 2016, período marcado pelo processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Seu mandato foi posteriormente cassado, em meio a investigações da Operação Lava Jato.

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Em 2017, ele foi condenado pelo então juiz Sérgio Moro a mais de 15 anos de prisão por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, relacionados a contratos da Petrobras no exterior. Parte dessas condenações, no entanto, foi posteriormente anulada.

Em 2023, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, que um dos processos deveria ser remetido à Justiça Eleitoral, ao reconhecer questões de competência.