Futuro da Berkshire e conselhos: a visão de Buffett após deixar comando da Berkshire

Warren Buffett foi entrevistado pela CNBC e descreveu tanto o que pensa para os próximos passos da Berkshire quanto apontou episódios da adolescência que marcaram a sua trajetória

Lara Rizério IA InfoMoney

Warren Buffett fala na Cúpula de Pequenos Negócios Goldman Sachs 10.000 em Washington, DC, em 2018 (Bloomberg)
Warren Buffett fala na Cúpula de Pequenos Negócios Goldman Sachs 10.000 em Washington, DC, em 2018 (Bloomberg)

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Aos 95 anos, Warren Buffett, que deixou o cargo de CEO da Berkshire Hathaway no fim de 2025, continua a falar com a serenidade de quem atravessou quase um século vendo o mundo mudar — e mudando o mundo à sua maneira.

No especial “Warren Buffett: A Life and Legacy” (Warren Buffett: Uma Vida e um Legado), da CNBC, o Oráculo de Omaha tratou sobre diversos temas. Dentre eles, o novo CEO Greg Abel, o futuro e o passado de sua empresa, conselhos sobre negócios e sucessão, entre outros temas.

Confira abaixo alguns dos pontos da entrevista:

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1. Conselhos sobre negócios e sucessão

Buffett reforça que identificar bons negócios não é um exercício matemático complexo nem um dom reservado a gênios. Ele afirma que a avaliação de empresas é, na essência, uma questão de bom senso, entendimento de modelos de negócio e disciplina. Para ele, a capacidade de Greg Abel — seu sucessor escolhido — não vem de diplomas sofisticados, e sim de caráter, inteligência prática e capacidade de gestão, características que já observa em vários líderes da Berkshire.

O Oráculo de Omaha relembra ainda que, na reunião do conselho que discutiu Abel como sucessor, o consenso foi rápido e claro, reforçando que a escolha era “a decisão certa”. Esse trecho reforça a confiança interna e a cultura da Berkshire, onde sucessão é tratada com pragmatismo, não com política corporativa.

2. Futuro da Berkshire Hathaway

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Buffett descreve o futuro da Berkshire como uma trajetória de expansão contínua, ainda que marcada por mudanças naturais ao longo das décadas. Ele admite que algumas empresas do portfólio podem desaparecer em 50 ou 100 anos — não por má gestão, mas por mudanças profundas na economia, tecnologia e comportamento do consumidor.

No entanto, sua visão otimista prevalece: novas oportunidades surgirão, e a Berkshire continuará a crescer à medida que a economia dos EUA evolui. A empresa, com seu amplo capital e liberdade estratégica, pode acompanhar o país onde quer que ele vá. Essa visão revela o foco de Buffett em longevidade, resiliência e adaptação.

3. A visão de Buffett sobre conselhos corporativos
Buffett descreve ser membro de conselhos corporativos como “o melhor emprego do mundo”. Ele explica que diretores recebem remunerações de centenas de milhares de dólares ao ano para desempenhar funções que, segundo ele, são em geral leves e agradáveis.

Ele destaca aspectos como:

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.