Movida (MOVI3) supera guidance e ação dispara 10% com dados prévios do 4º tri

Destaque fica para o lucro líquido de R$ 102 milhões, superando em 24% o guidance da companhia para o trimestre

Lara Rizério

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As ações da Movida (MOVI3) estão entre os grandes destaques da Bolsa brasileira na sessão desta quinta-feira (15), com ganhos de 10,06%, a R$ 10,39, às 11h55 (horário de Brasília).

A companhia divulgou na noite da véspera (14) os números preliminares do 4T25 e do consolidado de 2025, com destaque para o lucro líquido de R$ 102 milhões, superando em 24% o guidance da companhia para o trimestre.

A receita líquida somou R$ 3,66 bilhões, sendo R$ 2,10 bilhões provenientes de aluguel (+17% em base anual) e R$ 1,56 bilhão do segmento de Seminovos. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) avançou 20% em base anual para R$ 1,49 bilhão, enquanto o EBIT cresceu 24% no período, para R$ 851 milhões.

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A margem de Seminovos permaneceu estável em 1,0%, sinalizando controle sobre a rentabilidade mesmo após cortes de IPI. No consolidado de 2025, a Movida registrou receita líquida de R$ 14,67 bilhões (+9% em base anual), Ebitda de R$ 5,69 bilhões (+21% em base anual) e lucro líquido de R$ 318 milhões (+38% em base anual). A alavancagem encerrou o ano em 2,6 vezes, no piso do guidance.

A XP Investimentos destaca uma dinâmica sólida de receita em ambos os segmentos de Aluguel e Seminovos, resultando em um forte desempenho do lucro líquido.

A equipe de análise observa (i) surpresa positiva na receita em todos os segmentos, com (a) Seminovos +7% versus a projeção da XP e (b) Aluguéis +5% versus a expectativa da casa, provavelmente impulsionados pelos esforços contínuos de reprecificação; (ii) margens de aluguel amplamente em linha com a estabilidade contínua da Seminovos, sugerindo assertividade nas premissas de depreciação da administração; (iii) lucro líquido de R$ 102 milhões, superando a projeção intermediária em 24%; e (iv) continuidade da desalavancagem para 2,6x (contra 2,7x no 3T25).

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O Bradesco BBI aponta que os números preliminares reforçam a tese de execução consistente da Movida, mesmo em um ambiente desafiador para o setor.

O lucro líquido superou o teto do guidance e nossas estimativas, refletindo ganhos de eficiência e expansão de margens no aluguel (+1,8 ponto percentual – pp – em base anual), sustentados por ajustes tarifários e controle de custos.

A estabilidade das margens no segmento de Seminovos, mesmo após cortes de IPI, indica disciplina na gestão de ativos e preservação de valor, enquanto o crescimento de clientes (+17% em base anual) sinaliza dinamismo comercial e fortalecimento da base RAC. A redução da alavancagem para o piso do guidance reforça a solidez financeira, abrindo espaço para geração de valor em um cenário de juros em queda, avalia o BBI.

O Itaú BBA também considera esses números preliminares positivos, visto que a Movida superou sua projeção de lucro líquido para o trimestre, vencendo as expectativas tanto dos compradores quanto dos vendedores, sustentando reação positiva. Além disso, a empresa apresentou uma margem resiliente de 1% em Seminovos, o que deve aliviar as preocupações dos investidores com esse segmento no curto prazo.

O BBA continua a preferir a Movida à Vamos (VAMO3) devido aos seus sólidos números operacionais. A recomendação para MOVI3 é outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 15,50.

A XP reitera recomendação de compra, na mesma linha do BBI. “Negociando a múltiplos atrativos e com fundamentos operacionais robustos, reiteramos recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14,00 para 2026”, aponta o BBI.

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.