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Os protestos no Irã já causaram ao menos 65 mortes, além de 2.311 prisões, desde o seu início, em 28 de dezembro, segundo dados mais recentes da agência de notícias Human Rights Activists News Agency.
Os protestos, que tiveram um estopim econômico, com a população sofrendo com a incapacidade de compra de itens básicos graças a rápida desvalorização do rial e à inflação elevada, se intensificaram a partir de um corte quase total de internet e telefonia promovido pelo governo iraniano – apagão digital característico de momentos de crise no país e que segue ativo.
Grandes manifestações aconteceram em Teerã, Mashhad, Fardis e outras cidades, algumas das maiores registradas nos últimos anos e, segundo agências internacional, existe uma grande subnotificação de mortes. Segundo a Revista Time, só em Teerã, 217 pessoas morreram.
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Até o momento, as autoridades iranianas não divulgaram um balanço oficial de mortos entre manifestantes e forças de segurança.
Reza Pahlavi, filho exilado do antigo xá e líder da oposição, convocou os manifestantes a voltarem às ruas após as 18h no sábado e domingo, afirmando que o objetivo não é apenas protestar, mas tomar e controlar os centros das cidades. Pahlavi também pediu uma greve nacional dos trabalhadores do petróleo, gás e transporte, e declarou estar se preparando para retornar ao Irã.
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Negociações
Em meio à escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, motivada pela forma como o país tem lidado com os protestos, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, chegou a Teerã no sábado, segundo a mídia iraniana.
Vale lembrar que, em 2025, o Omã atuou como mediador em cinco rodadas de negociações nucleares entre Teerã e Washington, interrompidas após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em junho.
Na sexta (09), líderes da França, Reino Unido e Alemanha também apelaram ao governo iraniano para que agisse com moderação e respeitasse os direitos fundamentais dos cidadãos do Irã.